Reunião do Conseg discute demandas de segurança

27 de maio de 2016

Conquistas e novos desafios para o ano foram pontuados pelos presentes

 

DSC_0276Foto: jornal ACONTECEU

 

Na terça-feira (24), aconteceu a reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), na sede da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (ACIASMS), que contou com a presença de representantes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Ministério Público.

Na ocasião, foi discorrido sobre diversas ações que o foram realizadas neste início de ano, como o conserto e manutenção de viaturas da Polícia Militar e providências quanto ao caminhão do Corpo de Bombeiros. Alguns dos consertos realizados contaram com a participação de empresários locais, sabendo das dificuldades que as polícias locais encontram em certas situações, principalmente em relação às viaturas.

A reunião se focou então em conhecer as demandas imediatas das polícias no município. Foram levantados pontos como as transferências de policiais; os impasses com consertos de viaturas; pátio de veículos da Polícia Militar; ambulância do Corpo de Bombeiros parada aguardando manutenção; e criação de espaço mais apropriado na Polícia Civil para atendimento de crianças e jovens vítimas de violência.

Também foram levantados comentários sobre o efetivo da Polícia Militar, que deve aumentar até o final do ano, uso das câmeras de monitoramento, e o trabalho desenvolvido com pessoas envolvidas em situações da Lei Maria da Penha, que tem tido sucesso. Os piores índices de ocorrências policiais de São Mateus do Sul, levantados pelas autoridades presentes, foram casos de embriaguez ao volante, violência doméstica e crimes sexuais.

 

PM esclarece polêmica do serviço reservado

Outro assunto discutido na reunião diz respeito ao serviço reservado da Polícia Militar, o chamado P2. Repercutiram na cidade esta semana comentários a respeito de desativação do serviço, e o capitão João Pedro, representando o comandante Crevelin, da 3ª Companhia de Polícia Militar, esclareceu, na ocasião, o trabalho da unidade.

Segundo ele, está ocorrendo um desvirtuamento da função do pessoal da P2, que originalmente deve investigar a atuação da própria PM, e aqui e em outras diversas cidades acaba atuando em investigações sigilosas, o que na realidade é função da Polícia Civil. “Os trabalhos da P2 têm acontecido em conjunto com a Polícia Civil e têm dado muito certo, mas a ideia é ter mais PMs na rua, pois a Polícia Civil aqui é bem atuante”, argumentou. Portanto, a P2 está sendo substituída pela corregedoria. “A questão não é acabar com um serviço de investigação, mas voltar à função original. A P2 não está encerrada. Será estudado esse caso, até para ver a necessidade de se ter outro soldado com experiência para essa função”, comentou, tendo em vista também que o trabalho do P2 ocorre em duplas e um dos policiais se aposentou recentemente.

O delegado da Polícia Civil, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, comentou que este foi um trabalho em conjunto que sempre deu certo, e já chegou a se pensar na criação de uma agência de inteligência, em conjunto das Polícias Civil e Militar, para prever diversos delitos, dos mais simples até ação de quadrilhas. O promotor de Justiça, Almir Carreiro Jorge santos, ainda levantou que já tentou-se criar um Gaeco para a região de União da Vitória, mas que a princípio não foi aceito.

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