Quadrilha que assaltou Banco do Brasil monitorava rotina da agência há meses

22 de janeiro de 2016

Funcionário e família foram feitos reféns durante um noite inteira por quadrilha fortemente armada, que executou o assalto pela manhã

 

DSC_0578Foto: jornal ACONTECEU

 

Na manhã de quinta-feira (14), uma ação criminosa de grandes proporções espalhou terror entre os funcionários da agência do Banco do Brasil de São Mateus do Sul. Uma quadrilha fortemente armada coordenou um assalto ao cofre da agência. A ação, conduto, começou ainda na noite anterior, quando os bandidos — cerca de oito — renderam um dos funcionários da agência, sua esposa e dois filhos, e os mantiveram reféns durante toda a madrugada, até o momento do assalto.

Segundo a Polícia Militar, enquanto os demais criminosos ficavam com a família, um dos bandidos adentrou a agência junto do funcionário refém, portando duas armas de fogo. Após o gerente do banco perceber a situação, autorizou a entrada do indivíduo e determinou que os guardas desmuniciassem suas armas. Visando evitar pânico e algo mais grave, a situação foi mantida como se a rotina do banco estivesse dentro da normalidade enquanto o criminoso estava presente. Clientes inclusive foram informados que o sistema estaria com problemas e só voltaria a funcionar mais tarde.

Os funcionários então foram obrigados a abrir o cofre principal e entregar todo o dinheiro. Em constante contato com os demais por mensagens de celular, o assaltante colocou o dinheiro em uma mochila e saiu, fugindo em um Renault Duster, por volta das 10h. Na sequência, as vítimas foram liberadas e o veículo abandonado próximo à região de Colônia Cachoeira.

Ao ser acionada, a polícia deu início às buscas, alertando equipes de toda a região. Segundo a polícia, os criminosos ainda utilizaram um Honda Civic, veículo clonado que foi encontrado posteriormente, e um Volkswagen Jetta, ainda não encontrado.

 

Ação sofisticada

A gerência não informou os valores levados no assalto, conduta tomada pelo banco por questões de segurança. Conduto, revelou que os criminosos acompanhavam a rotina da agência e funcionários há meses. “Não sabemos de onde são, mas essas pessoas estavam rondando a cidade desde setembro de 2015”, conta o gerente, Gilson Deivisom Liberato.

O delegado da 3ª Subdivisão de Polícia Civil, Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, informou esta semana que vítimas ainda estão sendo ouvidas e que um retrato-falado do assaltante que entrou na agência está auxiliando nas investigações, conduzidas com apoio de equipes policiais do interior do Paraná e de Santa Catarina e também de Curitiba, trocando informações e checando situações de ocorrências semelhantes. “Os criminosos demonstraram muita organização, paciência e planejamento, atitudes que indicam que não foi a primeira vez que realizaram um crime do gênero. Por isso, estamos confrontando informações com outras delegacias, e esperamos chegar em breve a resultados mais concretos”, comenta Jonas.  Segundo ele, já existem nomes a serem explorados.

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