PM recupera produtos oriundos de cargas saqueadas

29 de julho de 2016

Denúncia permitiu identificar grupo que se articulava para saquear as cargas de caminhões tombados

 

13667844_1245414688810143_7486746141889668960_o-(1)Fotos: Polícia Militar SMS

 

No início da tarde de quinta-feira (29), a Polícia Militar de São Mateus do Sul recebeu informações, via 190, a respeito de um grupo que se reunia para saquear cargas de caminhões tombados em acidentes de trânsito nas rodovias da região. A denúncia levou a equipe até um endereço na Rua Vereador Tadeu Novakoski, na Vila Verde, onde produtos foram encontrados.

A entrada na casa foi franqueada por uma mulher, permitindo localizar seis sacos de arroz, provenientes de uma carga saqueada em 27 de julho, após o tombamento de um caminhão. Segundo a polícia, ela alegou que o produto foi comprado pelo seu marido e confirmou a existência do grupo que se articula para saquear veículos tombados. Indicou, então, possíveis endereços onde poderia estar o restante da carga, e que condiziam com os locais citados na denúncia.

Em uma casa próxima, os policiais encontraram um freezer repleto de frangos tipo exportação, que foram saqueados no dia 3 de julho, em um acidente na BR 476, e, em um rancho na localidade de Tesoura, localizaram mais produtos de origem duvidosa. Em outros dois endereços citados pela suspeita, foram encontrados diversos sacos com pacotes de arroz e frangos compatíveis com as marcas saqueadas.

A mulher foi encaminhada até a 3ª Subdivisão de Polícia Civil (SDP), juntamente com os produtos apreendidos, para a Polícia Civil assumir o caso e tomar as providências cabíveis. Em contato com a 3ª SDP, a reportagem obteve a informação de que a suspeita indicou a participação de mais cinco pessoas na situação, envolvidas na efetiva retirada das cargas ou na receptação, que agora estão sendo localizadas para dar andamento à investigação e indiciar os responsáveis. Segundo o delegado Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, os fatos ainda estão sendo apurados, mas tudo indica que a ação era corriqueira — os suspeitos se programavam para identificar tombamentos e buscar a carga, para utilização própria ou para revender.

Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados, uma vez que os fatos estão sendo apurados. Nos próximos dias, o ACONTECEU atualizará as informações.

 

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