PM enfrenta crescente incidência de criminalidade com estrutura comprometida

14 de agosto de 2015

3º Pelotão, que atende São Mateus do Sul, Antonio Olinto e São João do Triunfo, atua desde o ano passado com sete viaturas quebradas

 

DSC_0607Viaturas paradas são o problema mais incisivo enfrentado pelo Pelotão (fotos: jornal ACONTECEU)

 

A Polícia Militar do Paraná comemorou 161 anos de criação na última segunda-feira (10) em meio a uma fase de dificuldades. Na região, os policiais estão tendo que lidar com uma nova onda de crimes ligados ao patrimônio com uma estrutura limitada. Muitas viaturas utilizadas em São Mateus do Sul, Antonio Olinto e São João do Triunfo, que compõem o 3º Pelotão, estão quebradas ou rodando com problemas mecânicos, e a verba para manutenção dos quartéis tem sido bastante limitada.

“Poucos sabem dessas dificuldades”, revela o 1º sargento auxiliar do Comando José Dinarci de Paula. “Atendemos dentro das nossas possibilidades. Pelas condições que trabalhamos fazemos muito, nunca deixamos de atender”, explica. As viaturas são o problema mais incisivo, já que compromete o serviço operacional nas ruas, principal ação da Polícia Militar, que deve primar pelos trabalhos preventivos. Levantamento feito Conselho Municipal de Segurança (Conseg) mostra que, desde julho de 2014, sete viaturas utilizadas em São Mateus do Sul, Antonio Olinto e São João do Triunfo estão paradas, aguardando liberação de orçamento para o conserto. De Paula revela que algumas só estão em uso porque o pelotão conseguiu remediar a situação. “Nós já colocamos dinheiro do nosso bolso. E também temos amigos mecânicos que muitas vezes nos auxiliam na cortesia”.

Apesar de ter um efetivo hoje considerado mais viável em relação a períodos anteriores (18 policiais em São Mateus do Sul, 6 em Antonio Olinto e 6 em São João do Triunfo), o Pelotão tem dificuldades em controlar as ações nas ruas, uma vez que o número limitado de viaturas em um município acaba exigindo o apoio de um carro da outra cidade, diante de alguma ocorrência, e vice-versa, além do fato de caber muitas vezes à PM fazer a escolta de presos para consultas médicas e situações do gênero, ocupando policiais e viaturas que poderiam estar nas ruas.

O dia a dia dos policiais militares dentro do quartel também está exigindo malabarismos. O pelotão vem recebendo poucos recursos para a manutenção do quartel, limpeza e alimentação dos PMs. A verba limitada exige a delimitação de prioridades, admite o setor administrativo.

 

“A polícia não trabalha sozinha”

Sobre as mais recentes ações criminosas registradas em São Mateus do Sul, principalmente relativas a furtos e roubos, o Pelotão local afirma que a situação não é encarada como em calamidade e nem exclusividade do município. “É um momento difícil, mas nosso serviço reservado está atuando, assim como as equipes das ruas, para evitar esses delitos”, diz o sargento. O Pelotão aponta a presença de muitas pessoas de fora na cidade e também dá atenção para os recentes mutirões que estão culminando na liberação de presos — por consequência das superlotações dos presídios e cadeias —, muitos que acabam reincidindo no crime. De Paula opina que a população, entre moradores, comércios e outros órgãos, tem de se unir. “Precisamos despertar e ver que a cidade cresceu e que há crimes que não víamos aqui e que agora estamos registrando. A polícia não trabalha sozinha”, declara, referindo-se a ações que cabem a cada um, como o fato de colaborar com denúncias via 190. “Apesar das dificuldades, aqui dentro [no quartel] tentamos fazer com que o policial não se sinta desanimado. Ninguém vai abandonar o barco”.

 

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