Corpo de Bombeiros se pronuncia sobre irregularidades de segurança em rodeio

05 de setembro de 2015

“Não começamos a cobrar isso ontem”, diz  comandante sobre procedimentos de segurança do evento e sobre as normas gerais para liberação de  certificação de ocupação

 

para-site-2Coletiva foi promovida na tarde deste sábado (5) – foto: jornal ACONTECEU

 

O comando do Corpo de Bombeiros de São Mateus do Sul convocou uma coletiva de imprensa, na tarde do último sábado (5), para se pronunciar a respeito das irregularidades de segurança que culminaram na não liberação do certificado de vistoria e consequente suspensão do 1º Circuito Country de Rodeio por decisão judicial.

Participaram da entrevista o comandante regional do Subgrupamento, capitão Meira, que veio de Irati especialmente para dar suporte à situação, e o comandante da Seção de São Mateus do Sul, tenente Everton, que responde pelo laudo de vistoria. Os bombeiros apresentaram documentação da ata de reunião do evento, na qual são apresentados todos os requisitos para sua realização, e esclareceram os procedimentos realizados, que geraram repercussão na cidade desde ontem (4).

Segundo Everton, a organização de eventos com característica de risco médio, como o rodeio em questão, tem até dez dias para dar entrada no pedido e até três dias úteis para corrigir o projeto, o que não ocorreu. “Apesar de não termos nenhum pedido protocolado, convocamos a organização e apresentamos toda a documentação necessária para eles entregarem e cumprirem o próximo prazo. Ao mesmo tempo, já oficiamos o Ministério Público”, conta. O pedido de aprovação do projeto e de vistoria teria chegado apenas no último dia útil, quando a equipe conferiu o local e constatou as irregularidades.

Entre elas, o comandante cita itens que não haviam sido apresentados no projeto, como a presença de um parque de diversões e utilização do barracão, além de falta de extintores, hidrantes e iluminação em alguns pontos. O problema mais grave foi a presença de fogos de artifício a menos de cinco metros dos camarotes, quando a legislação orienta distância mínima de cem metros do público.

O relatório chegou à Justiça, que entendeu a necessidade de regularizar os problemas. Após medidas terem sido tomadas pela organização, nova vistoria foi feita e itens ainda estavam pendentes. Com base na análise do Corpo de Bombeiros, o judiciário pediu providências para o que considerava mais grave. Agora, a organização tem até às 19h deste sábado para regularizar tudo e receber liberação pelo juiz.

O capitão Meira defende que as vistorias dos bombeiros devem ser minuciosas, pelo fato de as pessoas confiarem que, havendo a certificação, elas terão segurança no evento. “Muitas vezes não se dá a devida atenção à cultura prevencionista, mas nós não começamos a cobrar isso ontem. Muitas vezes as pessoas que organizam não veem, mas nós devemos identificar os mínimos detalhes que podem causar risco”, declara. “Nossa única obrigação é prover segurança para os participantes”.

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