Encontrado foco do mosquito transmissor da dengue em São Mateus

13 de março de 2015

Vigilância Sanitária fez bloqueio na região para vistoriar possíveis novos criadouros

 Foto: Vigilância Sanitária822dengue-capa

A Vigilância Sanitária de São Mateus do Sul confirma que foi encontrado recentemente um foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, na cidade. O primeiro criadouro do mosquito em São Mateus foi identificado no pátio do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), que é compartilhado com a Prefeitura, no centro, junto a uma quantidade considerável de pneus. Apesar de não haver registro da doença na cidade, o fato já serve de alerta para a população se prevenir.

De acordo com a coordenadora da equipe de combate à dengue da Vigilância Sanitária, Simone Huk Arazewski, os agentes identificaram duas larvas e alguns mosquitos no local, na segunda-feira passada, 2 de março. Com a constatação, foi iniciado um bloqueio no raio de 300 metros do foco. “O local foi limpo, toda a água dos pneus foi retirada, eles foram recolhidos e cobertos, e ainda aplicamos o inseticida. Então realizamos as visitas nos domicílios próximos para identificar outros possíveis focos. A principal preocupação era o cemitério, que fica próximo do local e é um dos pontos mais propícios para a proliferação”, explica. Segundo ela, o bloqueio deve ser encerrado até no máximo o início da próxima semana, e até o momento mais nenhum foco havia sido encontrado, assim como não há contaminação da doença.

Após a conclusão desse trabalho, a equipe de cinco agentes mais a coordenadora retornam aos trabalhos de rotina, visitando pontos estratégicos a cada 15 dias e domicílios por amostragem, conforme indicado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim mais recente divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde referente aos casos de dengue no Paraná, os municípios da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória, que cobre também São Mateus do Sul, registraram cinco notificações de dengue no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015. Dois em Bituruna, um em Cruz Machado, um em Porto Vitória e um em União da Vitória. Todos, no entanto, são “importados”, ou seja, contraídos pelas vítimas em outras regiões. As cidades vizinhas que vêm, recentemente, registrando novos focos de larvas e mosquitos, ainda não são consideradas infestadas.

Apesar da pouca incidência da doença na cidade e região, os cuidados se mantêm sempre necessários. Em dezembro último, o Ministério da Saúde repassou R$ 12 mil ao município por meio do Programa Nacional de Combate à Dengue, para auxiliar e intensificar os trabalhos de prevenção e possível identificação de situações de risco. A Vigilância Sanitária adquiriu um veículo para facilitar o trabalho no perímetro urbano e interior do município. Além disso, os trabalhos rotineiros continuam, e os moradores precisam colaborar. “O mosquito está se adaptando, mesmo às temperaturas menores que registramos no inverno. Por isso precisamos da ajuda da população para receber os agentes e também para tomar os cuidados em casa, evitando a água parada”, alerta Simone.

Os moradores do raio de bloqueio que não estavam em casa durante a visita dos agentes receberam um bilhete, e precisam entrar em contato com a Vigilância Sanitária para agendar uma nova visita.

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