Casos de Aids em São Mateus do Sul alertam para a importância da prevenção

04 de dezembro de 2015

Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi marcado por passeata e exibição de filme na cidade; palestra também abordou o tema direcionado aos jovens

 

faceFoto: jornal ACONTECEU

 

Atualmente, São Mateus do Sul possui 42 casos diagnosticados de Aids em acompanhamento, segundo dados do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, sendo 23 mulheres e 19 homens. O município é o segundo com maior número de casos confirmados na 6ª Regional de Saúde, que abrange nove cidades, e o aumento de incidência nos jovens é o que mais tem preocupado os órgãos de saúde. Pensando na prevenção e no diagnóstico precoce, uma grande mobilização movimentou a cidade esta semana, em especial na terça-feira (1º), considerado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Logo pela manhã, uma passeata percorreu o centro da cidade levando a mensagem da importância do sexo seguro. “Hoje o alerta é para a prevenção”, destacou a secretária de Saúde, Vanessa Santos Andrade Hancz, incentivando a consciência e estimulando que as pessoas procurem o teste rápido se houver comportamento de risco. “Há testes rápidos em todos os postos de saúde. Quanto antes detectada a doença, o sucesso do tratamento é maior e o prognóstico de vida é longo”.

A passeata terminou no Clube Ideal Sãomateuense, onde foi exibido um filme produzido em São Mateus do Sul, “Cinzas e Rosas”, que tem, como tema central, a Aids. No dia seguinte, o município ainda recebeu duas palestras, ministradas pela médica Julia Cordelini, especialista no público adolescente. As orientações foram direcionadas justamente aos jovens, na intenção de fazê-los multiplicadores em seu círculo social.

Segundo Adelaide Minervini, também da Secretaria de Saúde, houve aumento dos casos de Aids e Sífilis entre os jovens, além da gravidez indesejada. “Vemos o início precoce das relações sexuais e sem prevenção, aliado à crença de que a Aids não é mais tão perigosa”, revela. O tratamento é oferecido gratuitamente pela saúde pública e é para a vida toda, cabendo ao paciente ainda receber acompanhamento periódico.

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