Atraso na entrega das vacinas adia campanha de imunização contra a gripe

24 de abril de 2015

Programada para o mês de abril, campanha nacional deste ano começa somente em 4 de maio

DSC_0678Apesar do pedido dos estados do sul para antecipar a campanha deste ano, início do período de vacinações ficou para maio (foto: Arquivo/jornal ACONTECEU)

 

Prevista inicialmente para este mês, a campanha nacional de imunização contra a gripe ficou para o mês de maio, comunicou o Ministério da Saúde dias atrás. A decisão causou desconforto, já que o Ministério alega que o prazo está dentro do estipulado, e a Secretaria de Estado da Saúde rebate em relação ao risco de transmissão da doença no período mais frio.

O Ministério da Saúde, responsável pela aquisição e distribuição das doses, alega que houve problemas na produção da vacina e por isso não haveria como enviar as doses mais cedo. Pelo contrário, teve que adiar em uma semana o início da campanha em todo o Brasil.  Já o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam pedido ao Ministério de Saúde a antecipação da vacinação para o começo de abril, quando a temperatura cai e aumenta o risco de transmissão da doença. “É um retrocesso iniciar a vacinação em maio, ao contrário do que reiteradamente os estados do sul vêm solicitando ao governo federal, que é a antecipação da campanha para que a imunização seja feita antes do início do inverno”, criticou o secretário Michele Caputo Neto, durante a quarta edição do Seminário Estadual de Influenza e outras Doenças Respiratórias, realizado em Curitiba no dia 14.

Na ocasião do evento, o governo apresentou as estratégias que estão sendo adotadas para ampliar a proteção da população e evitar a ocorrência de casos graves e mortes por gripe, sobretudo neste período mais crítico para a transmissão da doença. As medidas envolvem desde a campanha de vacinação contra a gripe até o fortalecimento das ações voltadas ao diagnóstico e tratamento precoce de casos suspeitos.

Em 2014, foram distribuídas mais de 53 milhões de doses. O público-alvo da vacina abrange crianças de 6 meses a 5 anos, idosos, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto), portadores de doenças crônicas e população privada de liberdade, por serem mais vulneráveis a desenvolver a doença.

No ano passado, São Mateus do Sul conseguiu atingir a meta de vacinar 80% do público-alvo.

 

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