Redução de subsídios do Executivo e Legislativo é aprovada em 1ª votação

02 de outubro de 2015

Casa ficou dividida, mas maioria foi favorável ao corte nas remunerações do prefeito, vice, secretários e vereadores

 

DSC_0820Foto: jornal ACONTECEU

 

Dois dos projetos de lei mais polêmicos desta legislatura entraram em primeira votação ontem, 28 de setembro, na Câmara Municipal de São Mateus do Sul. Os projetos 021 e 022/2015, que alteram os subsídios do prefeito, vice, secretários e vereadores para a próxima legislatura (2017-2020), dividiram opiniões na casa, mas acabaram aprovados.

O projeto de lei 021/2015 fi xa o salário do prefeito em R$ 10 mil, do vice em R$ 3,5 mil e dos secretários municipais também em R$ 3,5 mil. Já o projeto 022/2015 estabelece que a remuneração dos vereadores passa a ser de R$ 800 mensais. As proposições são assinadas pelos vereadores Enéas Melnisk, Márcio Antonio de Lima Barbosa, Mário Stori Stuski e Manoel Ferreto. A justificativa diz que “diminuir os gastos com agentes políticos seria um belo exemplo dessa casa legislativa”, mencionando o momento de clamor social.

Os vereadores Miguel Paulo Ferreira e Geraldo de Paula e Silva foram favoráveis, já Omar Picheth, Antonio Wilson Waligurski (Bira) e Luiz Cesar Pabis votaram contra as propostas. Pabis chegou a pedir vistas, alegando maior necessidade de discutir os projetos, mas seu pedido foi negado pela maioria em votação. “O projeto foi negociado com o grupo que fez as reivindicações? Os valores apresentados vieram de onde?”, questionou o vereador. “Devemos conversar com a população, procurar negociar”. Bira se colocou contra a redução e Picheth também falou que é necessário negociar.

A sessão foi acompanhada por um número reduzido de pessoas em relação à expectativa para a pauta do dia. Entre os presentes, representantes do movimento social que reivindica a redução dos subsídios dos vereadores, que aplaudiram a posição dos parlamentares contrários às propostas. Os projetos de lei ainda diferem do que almeja a iniciativa popular.

Emmanuel de Lima Maciel, um dos organizadores, diz que já se esperava a maneira como a votação ocorreria, com uma minoria contra o projeto. “Desde o início fomos a favor da redução do subsídio dos vereadores e não do prefeito, secretários etc”, explica. Diz ainda que o grupo se sentiu hostilizado por alguns vereadores por ocasião da manifestação ocorrida em 31 de agosto, mas também ficou satisfeito porque outros vereadores entenderam as ideias do movimento.

Segundo ele, os próximos passos do grupo dependerão do que o ocorrer na segunda votação, bem como a decisão do prefeito. “Após isso, decidiremos com a comunidade o que melhor prouver para a população são-mateuense”, adianta. “Afinal de contas, esta manifestação iniciou por um bem comum, pois o Brasil vive uma crise econômica e não podemos nos omitir quando os vereadores resolvem aumentar o valor de seu subsídio”.

As propostas passam por segunda votação na próxima segunda-feira (5) e, se aprovadas, chegarão nas mãos do prefeito, Clóvis Ledur, que pode sancionar ou vetar os projetos de lei.

 

Mais da sessão

A sessão desta semana ainda contou com requerimentos que solicitam apoio à Casa Familiar Rural, votos de pesar a Lurdes Bortolan Vaz, homenagens ao Dia do Professor e pedido de visita de representante do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) esta manifestação iniciou por um bem comum, pois o Brasil vive uma crise econômica e não podemos nos omitir quando os vereadores resolvem aumentar o valor de seu subsídio”. As propostas passam por segunda votação na próxima segunda-feira (5) e, se aprovada, chegará nas mãos do prefeito, Clóvis Ledur, que pode sancionar ou vetar os projetos de lei.

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