Em meio a fúria popular, vereadores votam requerimento para reduções salariais

31 de agosto de 2015

Sessão desta segunda-feira (31) teve cerca de mil manifestantes reivindicando redução nos subsídios dos vereadores

 P_20150831_202950_LLFotos: jornal ACONTECEU

 

A esperada sessão da Câmara Municipal de São Mateus do Sul desta segunda-feira (31) teve manifestantes em peso e ânimos exaltados.Estima-se que cerca de mil pessoas tenham se reunido do lado de fora da casa com cartazes e apitos, enquanto quem conseguiu entrar acompanhou a sessão se manifestando. Tudo foi resultado da mobilização que se formou na semana passada pedindo a redução dos salários dos vereadores.

Ao tentarem reajustar os subsídios pelo projeto de lei 015/2015, na última sessão ordinária, os parlamentares provocaram a revolta de muitas pessoas que reivindicaram o oposto. A pressão fez com que os vereadores optassem por retirar o polêmico projeto de pauta e em vez dele deram seguimento ao requerimento 102/2015, propondo reduções para o Legislativo e também para o Executivo.

Nesta segunda-feira, os manifestantes compareceram com um abaixo-assinado em prol da redução dos subsídios dos vereadores para um valor ainda não determinado, a ser discutido pela comunidade – alguns falavam em algo próximo de dois salários mínimos, enquanto o atual salário é de R$ 6,2 mil. Do lado de dentro da Câmara, o requerimento proposto pelo Legislativo entrou em votação, após muita pressão.

A sessão foi interrompida por meia hora pelo presidente da Câmara, Enéas Melnisk, depois de o convidado da noite, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico (IHG) de São Mateus do Sul, Mário Deina, ser interrompido várias vezes pelos manifestantes impacientes, que queriam iniciar a discussão sobre os subsídios.

Após Deina ser obrigado a encerrar sua fala às pressas, o requerimento 102 foi votado. A proposta, que requer redução dos salários dos vereadores para R$ 800, dos secretários, vice e ouvidor municipais para R$ 3 mil e do prefeito para R$ 10 mil, de iniciativa dos vereadores Geraldo de Paula e Silva, Enéas Melnisk, Manoel Ferreto, Márcio de Lima Barbosa, Mário Stuski e Miguel Paulo Ferreira, teve voto contrário dos demais parlamentares, Omar Picheth, Antonio Wilson Waligurski (Bira) e Rui Rossetim. Rui se manifestou defendendo o diálogo não somente sobre os salários, mas sobre as funções dos vereadores, e Bira até tentou falar, mas foi interrompido por alguns manifestantes mais enfurecidos.

Por diversas vezes, o presidente da Câmara e até mesmo os organizadores do movimento precisaram se pronunciar para restabelecer a calma no recinto. Os manifestantes queriam um projeto de lei que garantisse a redução para o Legislativo.

As discussões ainda devem continuar. Mais detalhes e posições de ambos os lados você confere na edição desta quinta-feira do jornal ACONTECEU.

 

 

 

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