Cinco anos após Diários Secretos, MP denuncia Nelson Justus

20 de março de 2015

Sexto deputado estadual mais votado em São Mateus do Sul nas últimas eleições é acusado de crimes como formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação

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O deputado estadual Nelson Justus (DEM) voltou a ser notícia por causa da suspeita de contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), com o intuito de desviar dinheiro público. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia contra o político, cinco anos após a suposta irregularidade se tornar pública com a série de reportagens Diários Secretos, publicada pela Gazeta do Povo e RPC TV.

Além do parlamentar, mais 31 pessoas ligadas ao gabinete dele estão sendo acusadas dos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A denúncia destaca que as nomeações no gabinete da presidência da Alep teriam crescido de forma assustadora durante a gestão de Justus. A despesa mensal com os servidores do gabinete do ex-presidente da Assembleia saltou de R$ 83 mil, em fevereiro de 2007, quando ele tomou posse do cargo, para R$ 1 milhão, em novembro de 2009. Os promotores do caso ouviram depoimentos de pessoas que foram comissionadas do gabinete de Justus, e sustentam que vários deles executavam atividades sem relação com as atividades da Alep. A denúncia conta ainda com relatos de pessoas que sequer souberam informar a atividade que exerciam para o deputado.

A série “Diários Secretos” mostrou a contratação de funcionários fantasmas pelo Poder Legislativo do Paraná, alguns com salários de milhares de reais. As reportagens apontam que o rombo nos cofres públicos chegou a mais de R$ 200 milhões.

O jornal ACONTECEU entrou em contato com o gabinete de Nelson Justus, mas foi informado que o deputado não se pronuncia sobre o assunto.

Nas últimas eleições, Justus foi o sexto deputado estadual mais votado em São Mateus do Sul, mas, em eleições anteriores, quando tinha o apoio de políticos locais, como o então prefeito Luiz Adyr Gonçalves Pereira (PSDB), obtinha indiscutível preferência dos eleitores são-mateuenses.

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