Câmara aprova criação de Conselho Antidrogas e discute valorização de propriedades rurais

15 de julho de 2016

Temas abordados na última sessão trazem à tona problemas recorrentes em São Mateus do Sul

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Foto: jornal ACONTECEU

A apresentação das diretrizes orçamentárias para 2017, foi um dos principais projetos de lei aprovados (em primeira votação) na reunião da Câmara dos Vereadores de São Mateus do Sul, na segunda-feira (11). A modificação da atuação do Conselho de Saúde foi igualmente aprovada, em artigo de lei, assim como a abertura de orçamento de crédito suplementar para a Secretaria de Saúde, no valor de R$ 40 mil, destinados à materiais de consumo e combustível e crédito suplementar no valor de R$ 233.678,43 em favor da secretaria de obras, para despesas de iluminação pública. Dentre a aprovação de outros projetos de lei e requerimentos relevantes para a cidade foi criado o Conselho Municipal Antidrogas, que deverá elaborar políticas para evitar problemas relacionados ao uso de substâncias ilícitas e álcool.
O consumo excessivo de álcool é apontado pela polícia como o maior causador de acidentes de trânsito além de ocorrências de agressão contra a mulher. Ainda nesse âmbito, a tribuna abriu discussão para temas muito pertinentes ao município. Baseado na alta incidência de acidentes de trânsito na PR 151, o vereador Luiz Cesar Pábis (PT), solicitou a presença de engenheiros do DER na Câmara, para tentar encontrar soluções à essas ocorrências. Pábis ainda salientou que, segundo levantamento, cerca de 14 acidentes vitimaram diversos condutores no trecho dessa rodovia, que requer atenção especial. Em relação a esse problema, o vereador Marcio Antônio de Lima (PSDB), sugeriu a implantação de lombadas eletrônicas e melhoria nas placas do local. Preocupado com a situação, o vereador Enéas Melnisk (PPS) também explanou sobre ações educativas para sanar a violência entre condutores desrespeitosos, outro problema recorrente em ruas e rodovias.

 

Êxodo rural
A evasão de jovens para cidades maiores, foi abordada pelo vereador Enéas Melniski. O êxodo rural, reduz o número de pequenas propriedades e agricultura familiar. De acordo com o vereador, os jovens buscam novos horizontes, mas nem sempre alcançam sucesso, além de desvalorizar uma trabalho que gera 90% da produção nacional de alimentos, por meio de pequenas propriedades. “É necessário criar condições para que os jovens fiquem no campo, agregando valor às propriedades e torná-las rentáveis”, sugere Enéas.
O vereador Geraldo Altevir de Paula (Solidariedade), trouxe ao tema dados que comprovam que, propriedades de até 10 alqueires tendem a sumir por completo nos próximos anos, em decorrência também da desvalorização da terra com o desmembramento de terreno, devido a partilha familiar. Para Geraldo, a possível solução estaria no financiamento bancário. “Quando o dono da propriedade falece, ela é dividida, geralmente entre irmão que, simplesmente vendem sua parte. O filho que continuou na lavoura não tem condições de comprar a parte dos irmãos e acaba vindo para a cidade. […] Existem financiamentos para carros, casas e outros, mas não para a compra de propriedade rural, o que seria necessário nestes casos”, comenta Geraldo.

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