Quarta-feira, 16 de abril de 2014
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Página Inicial Política ACONTECEU entrevista Clóvis Ledur

ACONTECEU entrevista Clóvis Ledur

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  Na semana passada, o jornal ACONTECEU conversou com Clóvis Ledur (PT), eleito prefeito de São Mateus do Sul pelos próximos quatro anos. Na oportunidade, ele falou sobre como pretende colocar em prática suas promessas de campanha, como agirá com problemas e atitudes muito presentes no cenário político e foi instigado a expor seu ponto de vista sobre diversas outras questões.

 

  Clóvis Genésio Ledur tem 39 anos, é médico e elegeu-se pela primeira vez ao cargo, ao lado de Clóvis Distéfano como vice, pela coligação Mudar é preciso.

 

 

 

Você foi eleito com 66,9% dos votos. Você esperava esse resultado? E a que o atribui?

 

  Desde quando firmamos a chapa tínhamos certeza do sucesso. Realizamos pesquisas desde março, que apontavam um resultado bastante semelhante a esse. Tenho percebido que as pessoas querem renovação, é uma tendência nacional, e em um mandato de 12 anos realmente houve um desgaste. Os eleitores acreditaram na nossa proposta, que é de cuidado com as pessoas, e que é o que todos precisam.

 

 

 

Ao longo de sua campanha, você sempre falou em mudança. Essa mudança consiste em quê?

 

  A essência dessa mudança é um governo participativo, que não só gerencie mais que abra espaço para que as pessoas opinem. Valorizaremos os conselhos, os sindicatos e criaremos mais de 50 CNPJ para as associações de bairros, para que elas participem das discussões e mostrem o que precisam.

 

 

 

Em sua campanha, você falava que o município receberia grande apoio do governo federal por consequência de o seu partido ter forte atuação em Brasília. Esse apoio vai se refletir em investimentos?

 

  O governo federal prega uma administração pública igual para todos, mas quando se tem apoio, cria-se uma ponte, os projetos acabam por tramitar com mais agilidade, além da assessoria que nos é prestada. E a grande fonte de recursos é Brasília.

 

 

 

Uma de suas promessas de campanha era a escola em tempo integral. Como arquitetar esse projeto?

 

  O problema em se criar a escola em tempo integral não é financeiro, é de organização, pois há recursos federais específicos para isso, e já há projetos para abrir mais recursos. Objetivamos iniciar o projeto na metade do próximo ano ou início de 2014, resolvendo a carência da infraestrutura das escolas municipais. Haverá uma pessoa específica para essa área na Secretaria de Educação.

 

 

 

Como médico, você observou de perto como está a situação da saúde em São Mateus do Sul. O que pode haver de melhorias significativas?

 

  Em nosso plano, lutaremos pela implantação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que facilitaria e melhoraria o atendimento, e do PSF (Programa Saúde da Família) para descentralizar o atendimento no ambulatório municipal. Também a manutenção do que estava sendo feito, continuidade da reforma dos postos de saúde e contratação de Agentes Comunitários. Também vamos trazer mais especialidades para São Mateus do Sul para não precisarmos levar os pacientes para outras cidades para ter atendimento de médico especialista.

 

 

 

E quanto ao Hospital? Quem sabe uma UTI?

 

  Tentaremos conseguir mais investimentos. Alegam que não se investe no Hospital, pois não é legal. Basta legalizar com a Câmara de Vereadores para o município investir. O repasse que acontece hoje vem em forma de subvenção somente para pagamento de funcionários. Com trabalho, gerenciamento, sabemos que é possível melhorar nosso Hospital. Pretendemos ainda buscar apoio da Petrobras e, se não tivermos sucesso, vamos tentar junto à população. Quanto a UTI, não é viável para São Mateus, a não ser com contrapartida do Estado para atender a região, pois já existe em União da Vitória e em Irati.

 

 

 

O que você vai buscar para garantir postos de trabalho, vendo que São Mateus do Sul está crescendo?

 

  Para trabalhar essa área, será criada a Secretaria de Indústria e Comércio, com apoio da CDL e da ACIASMS, que indicarão inclusive a pessoa que possa atuar como Secretário. A nível de grandes indústrias, não vemos necessidade absoluta de uma empresa que gere 500 empregos. Temos um bom parque industrial para atrair várias empresas de pequeno e médio porte, porque são elas que mais geram empregos. Daremos assim apoio para essas empresas e procuraremos aumentar a publicidade do município para fora, justamente para atraí-las. Mas quero chamar atenção que é importante investir primeiro em infraestrutura, recuperar o Parque Industrial, investir no hospital para que assim possamos atender a nova demanda com qualidade.

 

 

 

Na campanha, também foi oferecida atenção aos servidores públicos, que nos últimos meses se manifestaram por melhorias trabalhistas. Como oferecer o prometido aumento aos servidores sem ir de encontro com a Lei de Responsabilidade Fiscal?

 

  Abrirei negociação com eles a partir de 2 de janeiro, o que já está acordado com o Sindicato dos Servidores Públicos. Mas pretendo criar o Plano de Cargos e Salários para implantar um aumento gradativo, estudado dentro do orçamento. O que eles querem é expectativa profissional, que possam ver um futuro no seu trabalho, e garantiremos isso. Também vamos reduzir os cargos comissionados para sobrar mais recursos.

 

 

 

Algo infelizmente comum de se ver são pessoas com interesses puramente pessoais, “parasitas”, que vagam de um governo para outro e recebem cargos de confiança. Essas pessoas terão lugar no seu governo?

 

  Quando se faz uma composição eleitoral, não lidamos apenas com pessoas, mas com partidos. Mas asseguramos que as indicações de partidos serão analisadas individualmente, e se essa pessoa não tiver capacidade para a função, pediremos outra indicação. Sei que há pessoas que já têm um desgaste social, outras que estão interessadas somente por pilantragem, e não as aceitaremos. A sociedade espera essa atitude de nós e podem ter certeza que seremos duros contra qualquer tipo de corrupção.

 

 

 

Uma crítica contra o atual governo era de que havia muitas pessoas já aposentadas nos cargos de confiança, enquanto muitos jovens, com visões novas, acabaram ficando sem espaço. Como será no seu governo?

 

  É uma questão a se analisar com cuidado. O governo atual exagerou nos aposentados e não renovou a equipe em 12 anos de mandato. Não vejo nada contra contratar pessoas mais experientes, até mesmo aposentados, desde que preencham os requisitos, mas apenas um ou outro. Teremos cautela.

 

 

 

Embora existam brechas na lei que possibilitem a contratação de parentes para cargos de chefia, o que a torna lícito, isso não é, no entanto, ético. O que você pretende fazer em relação?

 

  Uma equipe deve ser formada por pessoas de confiança, e naturalmente as pessoas de maior confiança são as da nossa família. Não vejo problema nesse sentido, não um empecilho para mim, tanto que pretendemos manter duas secretarias a cargo de pessoas da família. Mas serão apenas dois de 80 cargos de confiança.

 

 

 

São Mateus do Sul carrega os títulos de Capital do Xisto, Capital da Erva-Mate, Capital Polonesa, mas não existem muitas ações, por parte da Prefeitura, que façam a cidade merecer esses títulos. O que fazer para que ela mereça?

 

  Temos um projeto para criar um novo centro administrativo, centralizando as secretarias. Com isso feito, desocupamos muitos prédios públicos que poderão ser utilizados com intuito cultural, histórico, como museus, por exemplo. Em relação a eventos, a Expomate será anual. É do interesse do município ter uma feira por ano, ainda mais com a criação da Secretaria de Indústria e Comércio. Mas, para isso, o Parque de Exposições precisa de uma revitalização e manutenção contínua, para deixá-lo atrativo e utilizá-lo mais.

 

 

 

Há “poder de fogo” da administração pública para expandir a cidade?

 

  Sim. Além da mudança do centro administrativo, vamos reformular o plano diretor. Há a necessidade urgente de reformular o trânsito e o calçamento central. Outro ponto: a cidade é grande, mas cheia de terrenos vazios. Vemos a necessidade de implantar um IPTU progressivo para incentivar os proprietários desses terrenos a construir ou então a vender. É importante que a sociedade perceba como isso é prejudicial. O município fornece toda infraestrutura como água, luz, saneamento para inúmeros terrenos vazios; ou seja, se a cidade expande você precisa oferecer novamente esses mesmos serviços que são subaproveitados na parte central da cidade, e quem paga é o contribuinte. Além disso, com pessoas parando de especular com imóveis e colocando seus terrenos à venda, os preços naturalmente cairão.

 

 

 

Haverá pulso para desapropriar imóveis, se necessário, para essa expansão?

 

  Garanto que sim. O interesse público supera o interesse particular.

 

 

 

Obras em final de mandato infelizmente são comuns. Você evitará isso?

 

  Podem ter certeza que sim. Não queremos ser marcados por ações eleitoreiras. Isso não pega mais. O eleitor não se ilude mais com isso. Havendo obras, serão imediatamente inauguradas.

 

 

 

Quer deixar alguma consideração final?

 

  Agradeço a todos que confiaram em nosso empenho em não frustrá-los; e agradeço também a postura do atual prefeito, que conceituamos como respeitosa e digna. Somente lamentamos a postura do Instituto Visão sobre a pesquisa de intenção de votos que sabíamos que era uma fraude eleitoral. Garanto que teremos sucesso com uma boa equipe, que já está sendo formada e eu, junto com o vice Clovis Distéfano, conclamo toda a população para participar nessa nova jornada. Afinal, queremos fazer uma administração para todas as pessoas, independente de suas opções políticas ou ideológicas. Abraço a todos.

 

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Última atualização ( Qui, 25 de outubro de 2012 13:01 )  

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