Pequenos grandes atletas

18 de dezembro de 2015

Inserção das crianças desde cedo no esporte mostra benefícios e desponta futuros talentos em São Mateus do Sul

 

DSC_0306Fotos: jornal ACONTECEU/Arquivo família 

 

O que para o pequeno Arley Welke, de 5 anos, é como uma brincadeira, brincando já lhe rendeu uma porção de medalhas. Aos 3, seguiu os passos dos pais, Alécio de Souza e Leila Welke, e se encantou pelo jiu jitsu, passando a treinar e a competir. Hoje, desponta como um dos futuros talentos do esporte são-mateuense que desde muito novo representa a cidade nos campeonatos, ajuda a divulgar a modalidade e mostrar os benefícios do esporte para todas as idades.

Recentemente, a família toda foi medalhista no Campeonato Paranaense de Jiu Jitsu, e onde tem eventos do gênero, em São Mateus do Sul e região, está Arley, com seu pequeno quimono e muita energia. “Como nós competimos, ele sempre está envolvido. Vai com a gente aos campeonatos e sempre insiste para que seja inscrito”, conta a mãe. Apesar das referências em casa, Leila conta que o interesse de Arley pelas artes marciais foi algo espontâneo. Começou se interessando pelo taekwondo, posteriormente descobriu o jiu jitsu e hoje faz aula de capoeira. “Eu acho que ele nem sabe que tem um gosto especial pelo esportes. Para ele é natural, acha que toda criança faz artes marciais”.

Arley gasta energia, extravasa e ainda aprende. Contrariando muitos preconceitos que permeiam os esportes de luta, Leila diz que filho demonstra muita disciplina, acarretada pela prática. “Ele leva para a escola, para a vida, que não pode brigar. Que o que faz no jiu jitsu, só pode fazer na academia”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, quanto mais cedo se iniciar a prática de exercícios físicos, melhor. Isso porque os hábitos adquiridos na infância tendem a ser mantidos para o resto da vida. A prática de exercícios melhora a disposição, o humor e as relações sociais, combate o estresse, a depressão e outros problemas psicológicos. Além disso, uma pesquisa realizada por universidades do Reino Unido mostrou que a prática de exercícios regularmente melhora o desempenho de aprendizado das crianças.

Em São Mateus do Sul, o leque de opções esportivas têm aumentado ultimamente, com o incentivo por meio de projetos sociais e ofertas de aulas em modalidades antes não tão populares por aqui. Com o estímulo certo, é mais fácil a criança descobrir a atividade com a qual mais se identifica. “Sempre acreditamos no esporte e procuramos apresentar todas as possibilidades para o nosso filho”, comenta Denizaldo Soares Correa Junior, atleta amador, sobre a postura dele e da esposa, Sandra Lopes, profissional de Educação Física, com o filho Denizaldo Soares Correa Neto. Aos 8 anos, Neto acaba de retornar da 16ª Travessia Internacional de Bombinhas, com o pai e dois amigos, onde competiu na “Travessinha”, prova de 200 metros para as crianças. Foi a primeira prova no mar para o peixinho que mergulha nas piscinas desde os dois meses de idade, ainda na natação para bebês. Também passou por outros esportes, mas foi na água que se encontrou. “Hoje ele tem uma imunidade blindada, uma resistência muito boa, e atribuímos isso à natação. Além disso, também desenvolveu naturalmente hábitos saudáveis, e se diverte muito”, conta o pai. Neto voltou da competição empolgado, querendo participar novamente. A família incentiva a participação como um autodesafio. “Aos poucos ele vai adquirindo a cultura de participar de competições, não para ser melhor do que os outros, mas para estar nesse meio e competir consigo mesmo”, diz Denizaldo.

 

Incentivo

Educadora física e professora de natação de Neto no Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe), Iris Janoski enfatiza que o incentivo à pratica de esportes nos primeiros anos é muito importante, pois é na infância que a criança adquire hábitos saudáveis, que manterá pelos os anos seguintes. “A criança que pratica qualquer tipo de esporte está se desenvolvendo de uma forma muito ampla. A prática esportiva propõem o desenvolvimento motor, social e psicológico, além da disciplina e responsabilidade que o esporte exige”, comenta.

A profissional também atenta, contudo, para a liberdade que a criança deve ter em fazer aquilo que gosta e tem vontade. “Muitas vezes os pais colocam na criança a expectativa de ela ser o que eles não conseguiram ser. Fazer um esporte por vontade própria torna-se prazeroso e desperta a vontade de continuar e sempre buscar melhorar”, destaca, ressaltando que a cobrança dentro do esporte é diferente para as crianças.  Competir e buscar o melhor resultado é necessário, porém, não o mais importante. “O que realmente importa é a experiência que ela irá adquirir e, claro, a diversão. Se ela se sentir feliz durante todo o processo competitivo (treinos, competição e pós competição), temos a garantia de que novos desafios virão”.

 

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