O “iron man” da terra do xisto

05 de junho de 2015

Atleta local encara modalidade mais desafiadora do triathlon em Florianópolis; mais de 11 horas de prova superando os próprios limites

 834iron-manPara disputar a prova, Mateus dedicou seis meses de treinamento, com acompanhamento de nutricionista e educadores físicos (fotos: arquivo pessoal)

 

Uma das mais exigentes modalidades esportivas, encarada por poucos, foi o desafio pessoal do industriário local Mateus Tonon, de 40 anos. O atleta que há 15 anos pratica triathlon encarou pela primeira vez a desafiadora prova Iron Man, que exige exímio preparo físico e resistência dos competidores. No último domingo, 31 de maio, na capital catarinense, Mateus cruzou a linha de chegada após 11 horas e 46 minutos de prova.

“É um sonho realizado”, resume o atleta, que há seis meses adotou uma rotina intensa de treinamento para que o almejado projeto pessoal fosse concretizado conforme planejou: encarar um Iron Man até os seus 40 anos de idade, completados no último mês. Uma rotina de três horas de treinos por dia, seis dias por semana, com acompanhamento de profissionais da educação física e nutricionistas, permitiu que o trajeto fosse concluído com sucesso, e ainda com tempo menor do que o planejado. “Esperava concluir a prova em menos de 13 horas, então para mim foi perfeito”, diz. O triathlon Iron Man é composto por nada menos que 3,8 quilômetros de natação, 180 quilômetros de ciclismo e 42 quilômetros de corrida, em sequência.

Mateus conta que começou a praticar o triathlon como forma de fugir do sedentarismo e superar o vício do cigarro. De lá para cá, participa de competições todo ano e acumula mais de 50 medalhas. “Troquei uma compulsão por outra, que é muito melhor”, orgulha-se o atleta, pelo prazer que a atividade física lhe proporcionou. Seu circuito de treino são as ruas da cidade, a piscina do Clube dos Empregados da Petrobras (Cepe) e o asfalto das rodovias, acompanhados de alimentação adequada. Para o Iron Man Florianópolis, o atleta intensificou a preparação, que, para ele, foi o verdadeiro desafio. “O Iron Man é feito na dedicação ao treino, já que exige muito na preparação, ocupando momentos que eu poderia aproveitar em casa, curtindo minha filha Valentina, por exemplo. O dia da prova é somente a consagração, por todo o esforço”, revela. “Pude desafiar meus limites. A sensação de ultrapassar a linha de chegada é indescritível, mágica”.

Mateus agradece aos profissionais que orientaram sua preparação, além dos amigos e familiares que incentivaram e deram apoio “nessa loucura”, como se refere o próprio atleta.

Florianópolis é sede do Iron Man há 15 anos, prova mais importante da modalidade não só no país como na América Latina. Esta edição teve mais de 2 mil atletas inscritos, com destaque para o resultado da elite feminina, que teve a brasileira Ariane Monticeli campeã. Na elite masculina, o título ficou com o belga Marino Vanhoenacker.

Medalha-Iron

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