Há 10 anos, bandeira e apito na mão

19 de junho de 2015

Integrantes da Associação Sãomateuense de Árbitros e Representantes dividem suas profissões com o prazer de apitar uma partida

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Ele geralmente não é o personagem mais cultuado das partidas de futebol. Cede o protagonismo para os jogadores, apesar de ser quem, dentro de campo, menos pode errar, e a quem mais impera a responsabilidade de justiça e coerência em meio a tanta competitividade. E ainda sim, nem os ouvidos de sua mãe escapam das injúrias berradas no calor da partida.  Apesar de tudo, é figura fundamental e valorizada no mundo do esporte. É claro, estamos falando do árbitro. Você sabia que em São Mateus do Sul existe uma associação de árbitros? Ela já caminha há quase dez anos marcando presença em competições da cidade e da região, e almeja a formação de novos talentos no apito.

A Associação Sãomateuense de Árbitros e Representantes (Asmar) foi criada em setembro de 2005, tendo à frente como primeiro presidente o árbitro Augusto Romualdo Ietka da Silva, integrante da Associação Profissional de Árbitros de Futebol e da Federação Paranaense de Futebol. Já chegou a ter 30 árbitros em seu período mais áureo, e hoje é composta por 15 juízes, entre amadores e profissionais, que dividem suas profissões primárias com o prazer de apitar uma partida — aliás, muitas partidas. “Temos jogos quase todo final de semana”, conta a secretária da Asmar, Marcela de Chaves Medina. Além das competições locais, a Associação está presente em eventos de toda a região, de jogos escolares a campeonatos adultos.

A mais recente competição foi a 2ª Copa Adriano Ulbrich de Futebol, que se encerrou no dia 7 de junho e contou, nas finais, com a presença de árbitros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), trazidos pela Asmar.  A Associação também já promoveu arbitragem feminina, ainda pouco comum, principalmente no interior. Atualmente presidida por Paulo Reis, a Asmar segue tentando incentivar a valorização da profissão, do esporte e a formação de novos talentos. “Nossos árbitros possuem outros trabalhos, mas seguem apitando jogos porque adoram isso. É algo que exige dedicação, tempo, mas é prazeroso e atrai a atenção de quem se interessa pelo esporte”, comenta Marcela.

Augusto Romualdo, que há muitos anos apita profissionalmente e fez importantes partidas pelo Estado, resume o perfil dos árbitros de futebol. “Geralmente são pessoas que, por gostarem tanto do esporte, buscam atuar em algum meio ligado ao futebol. É uma atividade muito prazerosa, mas exige do profissional também bom desempenho físico, muita tranquilidade e jogo de cintura para lidar com as adversidades”, conta. “Sempre há um ou outro torcedor interessado somente em menosprezar nosso trabalho, mas em compensação há muitas pessoas que reconhecem nosso trabalho, entendem que estamos lá para cumprir as regras e nos parabenizam ao final da partida. Então é muito gratificante”.

A Associação vem tentando trazer um curso de formação de árbitros para São Mateus, principalmente a fim de estimular os mais jovens a ingressar na atividade, e também as mulheres. Incentiva as boas iniciativas, como competições beneficentes em prol de alguma causa solidária, e os campeonatos da região, que apesar de não terem a mesma força do passado, quando havia muitas ligas atuantes, seguem incentivando o esporte e não deixando o futebol do interior se perder.

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Acima, árbitros e representantes da Asmar; abaixo, árbitros da CBF trazidos à cidade (fotos: arquivo Asmar)

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