40 anos de amizade e futebol

05 de fevereiro de 2016

Eles se intitulam os “velhinhos do Cepe”, mas vitalidade proporcionada pelo esporte e pela amizade tornam a idade apenas um detalhe

 

DSC_0384Fotos: jornal ACONTECEU

 

Não são nem um pouco incomuns os grupos de amigos que se encontram algumas vezes por semana para um futebol descontraído depois do expediente. Raro é conhecer quem cumpra esse hábito por 40 anos, com os mesmos amigos. É o caso dos “Velhinhos do Cepe”, grupo que se reúne fielmente toda semana para fazer a bola rolar desde os anos 1970. Levando em conta os benefícios da prática do esporte e a amizade proporcionada pelos encontros, a idade é apenas um detalhe.

As partidas começaram quando o Cepe ainda nem carregava esse nome — era a Associação Desportiva Petrosix (Adespe) —, reunindo trabalhadores da Petrobras da cidade, que dividiam os times conforme os departamentos da unidade. Com o passar dos anos as equipes se misturaram, assim como o grupo foi ficando mais heterogêneo. Hoje, os “velhinhos” reúnem também participantes mais jovens, sem distinção.

Os encontros acontecem três vezes por semana às 17h, revezando times após times até às 19h, ou um pouco mais, se o fôlego permitir. Também é comum o encontro se esticar para um churrasco na sequência, sem uma comemoração específica, mas principalmente para celebrar a amizade.

Entre os veteranos, alguns moram hoje em cidades vizinhas, mas não abrem mão do futebol. O maior encontro, segundo eles, acontece no final do ano, quando é comum a equipe aumentar por conta da vinda dos filhos e até alguns netos dos jogadores, que chegam das férias, e o tradicional jantar de confraternização de fim de ano reúne a todos.

As histórias são muitas, desde atleta cardíaco que se recuperou plenamente graças ao amor pelo futebol e as reuniões, até a lembrança de alguns atletas estrangeiros que passaram por lá. Uma das figuras mais ativas do grupo é o “Serjão”, que, nos seus 69 anos, assegura mais de 1,2 mil gols marcados e atestados pelos amigos. Foi homenageado recentemente. “Aqui não tem tristeza, só alegria e bate papo entre uma partida e outra”, resume Rubens Nadolny, conhecido como Rubinho, um dos entusiastas da equipe.

Os “Velhinhos do Cepe” estão sempre abertos a novos adeptos. “O convite se estende a quem quiser participar. É só vir paramentado, ou então vai para o gol”, avisa Rubinho.

 

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