São Mateus do Sul celebra o Dia da Imigração Polonesa

13 de maio de 2016

Evento no Cepom teve sessão solene da Câmara, comemoração pelos 25 anos da Braspol e lançamento de livro

 

879polacos4Fotos: jornal ACONTECEU

 

A última terça-feira (10) foi marcada por uma série de atrações em alusão à cultura polonesa, em São Mateus do Sul. A ocasião foi para celebrar o Dia Municipal da Imigração Polonesa e outras festividades que puderam ser concentradas em um mesmo evento — os 25 da Braspol e o lançamento do livro “O Imortal Coronel Bodziak”, de Gerson Cesar Souza. Tudo isso englobou uma sessão solene da Câmara Municipal, realizada na Associação Cultural Polônica Marcelo Janowski (Cepom).

Além dos vereadores, marcaram presença demais autoridades do município, como secretários e diretores municipais, entre eles o diretor de Cultura, Helinton Lugarini, e a secretária de Assistência Social, Marina Ledur, representando o prefeito Clovis Ledur; além do delegado de polícia Jonas Eduardo Peixoto do Amaral, o presidente da Braspol Núcleo de São Mateus do Sul, Sandro Zimny Vitonski, e o cônsul da Polônia, Marek Makowski.

A sessão solene anual em comemoração a essa data foi determinada pela lei municipal nº 1769/2008, que instituiu o Dia Municipal da Imigração Polonesa no município (3 de maio). Os discursos começaram com o presidente da Braspol local, que agradeceu a iniciativa da Câmara e descreveu o papel da entidade como representação da comunidade brasileiro-polonesa no Brasil. “Todo esse trabalho torna a Braspol uma organização reconhecida pelo valoroso trabalho e compromisso não somente alinhados à história da imigração polonesa no Brasil, mas por ser verdadeiramente responsável por assegurar o não esquecimento e permitir o reviver das tradições, tornando perceptível a presença e a contribuição da etnia polonesa com seu rico legado cultural”, declarou Sandro.

O diretor de Cultura, Helinton Lugarini, leu uma carta enviada pelo prefeito Ledur, elogiando as inúmeras iniciativas de valorização da cultura polonesa ligadas ao município. Os vereadores também destacaram esse crescente envolvimento da comunidade e a importância de preservar. “Nossas dificuldades hoje em dia nem se comparam ao que nossos antepassados viveram e como superaram as adversidades, pela sobrevivência. É importante lembrar, pois um povo que não valoriza o seu passado não vai ter futuro”, disse o presidente da Câmara, Enéas Melnisk, em seu discurso. Os vereadores também reconheceram e homenagearam Francisco Augusto Caminski, um dos principais incentivadores da cultura local, que faleceu na semana passada.

O cônsul da Polônia também parabenizou a iniciativa de resgate dessa história e de homenagem aos personagens que criaram esse município, citando a Braspol, o Grupo Folclórico Polonês Karolinka e demais entidades e lideranças envolvidas nessas ações. “As atitudes de todos os descendentes poloneses mantêm a contribuição polonesa na cultura brasileira. É pela cultura que nós podemos contribuir melhor pelo desenvolvimento deste lindo Brasil”.

A solenidade terminou com o Hino de São Mateus do Sul cantado pelo coral do Karolinka, e o bolo pelos 25 anos da Braspol foi cortado e servido aos presentes.

 

O Imortal Coronel Bodziak

As trajetória de Antônio Bodziak, jovem imigrante que mais tarde se torna um líder carismático, comandando o Batalhão Polaco que lutou na Revolução Federalista, é tema do novo livro de Gerson Cesar Souza. Depois do lançamento em Curitiba, na semana passada, o escritor apresentou “O Imortal Coronel Bodziak” durante a sessão solene pelo Dia da Imigração Polonesa.

Na ocasião, Gerson falou um pouco sobre a história de Bodziak, resgatada a partir de grande trabalho de pesquisa, destacando também todas as dificuldades enfrentadas pelo povo polonês daquela época. Ainda incentivou as ações culturais e também sugeriu que sejam valorizados os tantos locais que foram palco de momentos relevantes da história local, e que têm potencial turístico no município. “Temos sim um compromisso com esses imigrantes, com essa história. Nós podemos fazer e precisamos fazer”.

O Coral do Karolinka fechou a apresentação do livro cantando uma música polonesa que era entoada pelo Batalhão Polaco a caminho das batalhas.

O autor ficou à disposição dos presentes para uma sessão de autógrafos.

 

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