Professores estaduais retomam greve contra mudanças no ParanaPrevidência

01 de maio de 2015

Cerca de 40 educadores são-mateuenses se concentram junto a milhares que pressionam Alep

joão guilherme agencia pautaFoto: João Guilherme/Agência Pauta

 

Os professores da rede estadual de educação retomaram na segunda-feira (27) a greve da categoria, por causa do projeto que promove mudanças no Regime Próprio da Previdência Social dos servidores estaduais – a ParanaPrevidência. Segundo os educadores, a proposta fere acordo entre governo e a categoria em um dos pontos que motivaram a grande mobilização ocorrida no início do ano letivo, ameaçando a aposentadoria da categoria.

A proposta apresentada pelo governo estadual muda a fonte de pagamento de mais de 30 mil beneficiários, com 73 anos ou mais, do Fundo Financeiro, que é arcado com pelo Tesouro estadual, para o Fundo Previdenciário, constituído a partir de contribuições dos servidores e do poder público. Desta forma, o governo deixa de pagar sozinho essas aposentadorias e divide a conta com os próprios servidores. O Executivo argumenta ainda que esta migração proporcionará uma economia de R$ 125 milhões, por mês, com o pagamento de benefícios, valor significativo para o cenário de dificuldade financeira vivido pela administração estadual, e afirma que não haverá nenhum prejuízo aos servidores estaduais.

Já eles são contra a medida, alegando que a mudança comprometeria a saúde financeira da ParanaPrevidência, ou seja, faria que com o tempo a instituição tivesse mais a pagar do que a receber.

Os professores acompanham desde segunda-feira os desdobramentos da votação no Centro Cívico de Curitiba, e foram impedidos de acompanhar a primeira sessão plenária. Milhares fizeram pressão em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e acamparam no local. Segundo a professora Patrícia Jonson, de São Mateus do Sul, um grupo de cerca de 40 educadores são-mateuenses se concentraram na capital juntos aos milhares nesta quarta-feira (29). “A expectativa é muito grande. Há um cerco muito forte de policiais, e os núcleos sindicais estão divididos pelos limites do Centro Cívico”, relatou ao ACONTECEU na mesma manhã. Sobre a luta, a categoria é enfática: “O governo não quer melhorar a previdência, quer se apossar do fundo previdenciário”, opina Patrícia.

Mesmo com a pressão, o projeto seguiu votação e foi aprovado pelos deputados. A categoria deve se reunir para decidir pelos rumos da greve.

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