Greve dos professores completa 1 mês sem negociação

29 de maio de 2015

Em São Mateus do Sul, categoria segue nas ruas para esclarecer à população suas posições e protestar contra parte da base governista

DSC_0693Final de semana teve novo protesto em São Mateus do Sul (fotos: jornal ACONTECEU e Dani Santos)

 

A segunda greve dos professores e funcionários das escolas da rede estadual do Paraná neste ano letivo completou um mês na segunda-feira (25). Sem perspectivas de acordo com o governo do Estado, os professores têm dado sequência às ações de reivindicação, em defesa da categoria. Em São Mateus do Sul, nos últimos dias houve panfletagem e ação de repúdio contra o governador Beto Richa e alguns deputados da base governista.

Na quinta-feira (21), um grupo de professores se reuniu na esquina da Avenida Ozy Mendonça de Lima com a rua Ulisses Faria, junto à praça do Terminal Rodoviário Guilherme Kantor, entregando panfletos aos motoristas e pedestres e exibindo imagens de protesto. Já na manhã de sábado (23), a concentração foi na Feira do Produtor. Segundo a professora Patrícia Jonson, a intenção é esclarecer o máximo possível os motivos da categoria à população. “A ideia é chegar um pouco mais próximo dos pais, para fazer esclarecimentos em relação ao porquê da greve e quais encaminhamentos estão sendo tomados agora, já que eles têm muitas dúvidas, até porque há aulas em algumas turmas, e isso é informado na escola”, relata. De outro lado, a categoria faz grande pressão aos políticos. “A pressão que os deputados estão sofrendo é muito grande, principalmente nas regiões as quais eles pertencem. Estão fragilizados politicamente na região, e uma forma de reverter isso seria interceder neste momento para que a negociação saia o mais rápido possível. E que eles tenham em mente que a população não vai esquecer”.

O protesto se estendeu pelo final de semana, com a presença de cruzes com nomes de deputados no canteiro da rotatória, e até um caixão, identificado com o nome do governador.

O acúmulo de reivindicações recentemente incluiu o reajuste dos servidores estaduais. O governo ofereceu 5%, enquanto o funcionalismo exige 8,17%, correspondente à inflação do período. Esta semana, nova proposta do governo foi de aumento de 3,45% neste ano, divididos em três parcelas.

Dani-G-Santos

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