Aluno do Cambará é semifinalista da Olimpíada de Língua Portuguesa

24 de outubro de 2014

Redação que narra memórias de um morador do interior passa pela fase estadual e chega a Maceió (AL)

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O mate quente, a prosa, a fé, a chegada da luz elétrica e a sensibilidade de um menino em reconhecer a importância de todas essas lembranças e colocá-las no papel, levaram o jovem Jonatan Mateus Wolff da Silveira a alcançar uma conquista especial para sua trajetória escolar e, quem sabe, para a vida de um futuro escritor. Sua redação passou pelas seleções municipal e estadual, e chega a Maceió (AL) para a semifinal da Olimpíada de Língua Portuguesa – Escrevendo o Futuro. Morador da localidade de Mico Magro e aluno da Escola Estadual do Campo Anselmo Follador, do Cambará, ele é o primeiro estudante da cidade a alcançar tal reconhecimento no concurso.

A Olimpíada de Língua Portuguesa existe desde 2002 e tem como objetivo contribuir para a melhoria da escrita de estudantes de escolas públicas brasileiras, e a cada dois anos realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções do país em quatro categorias textuais — poema, memórias literárias, crônica e artigo de opinião —, cada uma trabalhada dentro de uma faixa etária. Jonatan, aluno do 7º ano, agradou as comissões avaliativas com suas memórias literárias, trabalhadas a partir da história de um morador muito antigo de sua comunidade, que contribuiu e faz parte da história do lugar. A qualidade do material veio da capacidade e dedicação do menino, leitor de histórias fantásticas e fã de Vinícius de Moraes, com apoio da professora Rozilma Golinski Drobiniewski, que apresentou à turma novos autores e recursos do texto literário. “Ele já tem gosto pela leitura, escreve poesia, e conseguiu absorver as características desse tipo de linguagem, colocando sentimento no texto. Tem alma poética”, conta a professora, orgulhosa.

Segundo a coordenadora regional da Olimpíada, Jocélia de Almeida, Jonatan e a professora partem em novembro para Maceió (AL), junto a outros 125 finalistas da categoria de todo o Brasil. De lá, sairão apenas 25 textos, que disputam a final em Brasília. Para a diretora do Colégio, Adriana Deretti Ribeiro, o sentimento é de orgulho, somado à satisfação de ver um aluno de um colégio pequeno, do interior, alcançar esse conceito. “Para nós é um orgulho, e mostra que todos têm chance, considerando ser uma oportunidade dada para milhares de estudantes de muitas escolas. O mérito é do aluno”, declara.

Fotos: jornal ACONTECEU

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