Voto para presidente

15 de agosto de 2014

Começou a campanha presidencial e o processo de escolha do “melhor candidato” por parte do eleitor comum.

Muitos já tem a opinião formada pelo passar dos acontecimentos e com base em sua análise política pessoal.Será que esses, que já tem uma definição sobre o seu voto, ainda podem mudar de opinião?

A tendência da maioria já definida, e as pesquisas tem mostrado isso, é de manter a sua escolha inicial até o final do processo.

Por outro lado, ainda existe um grande contingente que ainda não firmou posição.Esses procurarão, a partir de agora, fazer a melhor escolha, ouvindo e vendo o horário eleitoral, acompanhando os debates que acontecerão nas grandes redes de TV, o noticiário da imprensa e ouvindo a opinião de pessoas próximas. É uma tarefa árdua, mas indispensável e fundamental.

Não podemos decidir nosso voto de maneira leviana ou irresponsável, com base na simpatia ou antipatia que o candidato apresenta, ou até em sua aparência pessoal.

Da mesma forma, embora os partidos sejam extremamente importantes, não é apenas pela filiação a esse ou aquele que devemos fazer nossa escolha, pois todas as agremiações possuem vários integrantes que devem ser defenestrados da vida política, e a corrupção e os desvios sempre estão presentes.

A não coincidência dos mandatos, a sua curta duração (4 anos), o voto obrigatório e  a reeleição são os principais fatores negativos, e que influem diretamente no processo de escolha.

Desses quatro fatores, pelo menos um é culpa direta do PSDB e do então presidente Fernando Henrique, que tudo fez para aprovar a reeleição, cooptando partidos e deputados.

O resultado esta aí, a grande maioria dos eleitos procura a reeleição, pois o mandato é curto e a sede de poder não se sacia apenas em quatro anos, e se FHC ficou 8, Lula também 8, porque não dar 8 para Dilma?

Na realidade, apesar da pregação de cada um,  todos são mais iguais do que diferentes. O PT, que tinha projeto de poder para pelo menos 20 anos, já completou 12, e não há, no horizonte próximo, uma candidatura  que realmente dele se distinga.

O PSB, até a última hora fez parte da chamada “base aliada”, tendo portanto participado do atual governo, provavelmente pretende ser um tertius (terceiro), quem sabe tendo como alvo a eleição de 2018.

Os programas sociais, tão combatidos por muitos,  agora na campanha, são endossados por todos opositores, que dizem que vão ampliá-los e fazer melhorias, por puro receio de perder o apoio dos atuais beneficiados.

A única coisa em que prometem ser distintos do atual governo, é na política econômica e na política externa, sem, entretanto, dizer o que farão efetivamente, nesse sentido.

Na realidade, é o sucesso da economia que tem ditado em todo mundo, se um governo merece  apoio ou não, pois o nosso bolso continua sendo a parte mais sensível do nosso corpo.

Nessa hora, pouco importa se o governo é autoritário, ou corrupto, se estivermos ganhando mais dinheiro, o resto, não interessa.

Argos Fayad

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