Você faria isso?

27 de fevereiro de 2015

Tenho uma amiga ginecologista no Hospital Albert Einstein chamada Juliana. Desde o primeiro dia no hospital a conheci, e logo ficamos muito amigas… Na última sexta-feira à noite, depois de sair do hospital, fomos ao Shopping Morumbi jantar, e lá, sem marcar nada, encontramos mais dois colegas do Einstein e fomos a um restaurante árabe.

Foram muitas risadas e bate papos, e logo minha amiga Juliana relatou um fato que me surpreendeu: Ela tem quatro filhos e foi passear em Orlando (EUA) com as crianças. Uma delas tinha sete anos e, num segundo, se soltou da mão — e você sabe o que é ter filhos pequenos e sair com eles: temos que ter oito braços, dez olhos e um pescoço giratório, de preferência.

Num pequeno segundo de descuido, viu sua pequena Clara ser atropelada por um carro grande, e por um milagre, a criança subiu pelo capô do carro e foi lançada na calçada. Juliana, em questão de segundos, estava desesperada atendendo a filha. O homem que tinha atropelado sua filha, segundo Juliana, não teve culpa, pois a menina passou na frente do carro e não houve tempo para nada.

O atropelador ficou sem condições emocionais e só chorava, e por coincidência era um colega médico americano, então Juliana fez o inesperado para a maioria de nós, mortais: ela pediu para que ele fosse embora, que ela cuidaria da filha. Ele insistiu em ficar para prestar o atendimento, mas ela o dispensou, pois, apesar da dor de ver sua filhinha no chão, ficou compadecida pelo estado emocional que ficou o atropelador e foi para o hospital com sua filha.

Naquele momento, vi porque eu tinha tanta afinidade com Juliana — ela é uma pessoa do bem. Ela, apesar da dor que estava passando, teve compaixão por um desconhecido que atropelou sua filha. Isso é muito raro, não é mesmo?  Numa cultura onde algumas pessoas querem tirar alguma vantagem das desgraças e aproveitam para arrancar dinheiro do seu próximo, Juliana demostrou um amor incondicional por quem machucou sua filha.

Que bom, Juliana, saber que existem pessoas como você, que a única coisa que queria era estar com sua filha linda. Depois de tomar alguns pontos e fazer alguns exames, ela foi liberada com a filha que estava fora de risco de vida. E é isso que importa… nossos filhos com saúde e em paz.

Obrigada Jesus, por ter conhecido essa preciosidade de pessoa. E você, faria isso?

 

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. 1 Coríntios 13:5

Cristina Veloso Andreacci
CRM 12570 Titulo de especialista em Ginecologia/Obstetrícia Titulo de especialista em Ultrassom Titulo de especialista em Medicina Fetal Competência pela Fetal Medicine Foundation de Londres Cemmefe.com.br Apoio TV Novo tempo Canal 10 local e Sky 14
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