Viajando a bordo de um lar

29 de maio de 2015

Republicação de coluna semanal publicada na versão impressa do ACONTECEU entre 2009 e 2011

Continuando o tema da última edição, vamos dar uma olhada melhor nas interessantes casas flutuantes e, de lambuja, na CEMRI (Comissão de Estudos e Melhoramentos do Rio Iguaçu), que utilizava essas “moradias”.

Estabelecida na cidade de Porto Amazonas na década de 1930, a CEMRI veio atender aos pedidos de várias empresas que exploravam a navegação do Iguaçu. Era formada por uma casa para os engenheiros, escritório, almoxarifado, oficina e um armazém, e também dispunha dessas interessantes casas flutuantes, que dispunham de equipamentos de mergulho e guincho. Esses lares flutuantes eram rebocados pelos vapores até os locais em que eram necessárias obras no rio, e às vezes ficavam vários dias viajando.

A função da comissão era proporcionar a manutenção da via navegável, retirando-se as árvores caídas em seu leito, fazendo o desmatamento de cinco metros de mata ciliar nas margens do rio e eliminando qualquer obstáculo que dificultasse a passagem dos barcos, além de demarcar todo o trecho navegável do rio, fixando placas numéricas em cada quilômetro entre Porto Amazonas e Lagoa do Norte. Tudo isto sem falar nas importantes obras que temos observado nas últimas edições, como os espigões, que foram fundamentais para o bom andamento da navegação, entre os anos 1935 e 1955 – período em que a comissão este na ativa.

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José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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