Tsedacá é justiça

19 de junho de 2015

Estava convocada para dar uma aula no piso Tsedacá* do Hospital Albert Eisntein, que quer dizer justiça, no dia 12 de junho às 15 horas.

São Paulo é uma cidade de contradições opressivas, entre a riqueza ostentada de forma gritante e a miséria mais amarga.

Quando cheguei pela manhã no hospital logo fui informada que teria que ir no Centro de Reprodução Humana, pois teríamos um convidado especial. Logo que cheguei, o chefe do departamento de um importante serviço estava iniciando uma palestra sobre ética em reprodução humana. Logo percebi que estavam uns vinte e cinco colegas médicos no recinto e o ilustre professor, tido como um “semideus”, falava com eloquência e arrogância e a grande maioria tinha uma espécie de respeito e medo pelo tão nobre colega.

Um homem muito culto, sério, um verdadeiro estudioso do que há de mais moderno em reprodução assistida.

Estava impressionada com seu profundo conhecimento acadêmico, porém, de uma hora para outra, ele começou a ofender os Apóstolos de Jesus durante sua explanação. Na hora interrompi o doutor professor e disse que ele estava fazendo uma calunia, passando uma inverdade aos meus colegas médicos do Einstein. Não pensei duas vezes para defender os homens santos escolhidos pelo próprio Jesus para falar da boa nova ao mundo. Sofreram e praticamente todos, exceto João, morreram pela verdade da palavra de Deus.

Causei um certo constrangimento e o professor ficou vermelho como uma pimenta. Ele disse bem alto que era ateu. Ele falou que vai marcar comigo um dia para provar o que falou, e vou ficar esperando ansiosa. E vou orar muito para que o Espirito Santo me dê sabedoria para essa conversa.

Enfim, e minha aula, como foi?  Estava a Dra Rita Sanches e o Dr Cordili, que eram os chefes da Maternidade e Medicina Fetal do Eisntein, além de outros médicos do departamento de Ginecologia e Obstetrícia. E qual foi minha surpresa: Me deram nota máxima! Com certeza senti a mão de Deus naquele momento, pois quando honramos a Deus, Ele também nos honra.

E com certeza foi feita a Tsedecá. Nunca, em momento algum, podemos negar nosso Grandioso Deus. Ainda bem que o Einstein é um Hospital que pratica a Tsedecá e que respeita ao Senhor Deus.

*No Brasil, Tsedacá é traduzido como caridade, mas pelo povo israelita é traduzido como Justiça, porque 10% do que o israelita ganha ele ajuda o outro que precisa, mas não por caridade e sim por justiça de Deus. Ees vem como obrigação ajudar o próximo.

O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e precedendo a honra vai a humildade. Prov 15:33

Cristina Veloso Andreacci
CRM 12570 Titulo de especialista em Ginecologia/Obstetrícia Titulo de especialista em Ultrassom Titulo de especialista em Medicina Fetal Competência pela Fetal Medicine Foundation de Londres Cemmefe.com.br Apoio TV Novo tempo Canal 10 local e Sky 14
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