Saúde é o que interessa!

17 de outubro de 2014

A principal demanda da população brasileira é, sem dúvida alguma, o atendimento à saúde.

Apesar dos esforços dos governos, nunca se alcança o atendimento ideal, apesar de, em muitos casos, a verba destinada ser de grande monta, como é o caso de São Mateus do Sul.

Mas, e os resultados? São proporcionais e correspondentes ao volume de dinheiro gasto com a saúde pública municipal? Entendo que não.

Simplesmente anunciar que está se gastando um alto percentual do orçamento em determinado setor não significa que os resultados sejam compatíveis, pois muitas vezes gasta-se bastante, mas gasta-se mal.

Muitos são os exemplos, mas não vamos aqui, nesse pequeno espaço, discutir o destino da verba pública e cada despesa efetuada, mas sim os resultados alcançados e o grau de satisfação do usuário.

O assunto é complexo, as despesas são bem variadas, pois há o custo da mão de obra, ou dos serviços, da terceirização, dos equipamentos, dos exames, dos remédios, do transporte etc.

Será que o fato de alguns prestadores de serviços angariarem algumas dezenas de milhares de reais mensalmente, faz com que esses serviços sejam bem prestados ou adequados à população?

Muitas vezes não! Há que se questionar sobre a qualidade desses serviços e sua capacidade de resolução dos problemas das pessoas, pois apenas anunciar que pagamos 30 ou 40 mil a um profissional não significa que benefícios reais estejam acontecendo, ou que todos usuários estejam sendo bem atendidos.

Da mesma forma com relação às entidades. O fato dos repasses aumentarem mês a mês, e chegarem, segundo dizem, a aproximadamente R$ 400 mil para a principal delas, não significa, necessariamente, que isso é suficiente ou que a qualidade dos serviços seja apropriada.

Faço tal comentário, porque apesar dos gastos com saúde serem significativos, no atual governo municipal, a reclamação é constante e volta e meia estamos envolvidos com denúncias de mau atendimento e de omissão, causando mortes e infortúnios.

Atenção à saúde não é apenas destinar verbas gordas ao setor, mas otimizá-las, fiscalizar o seu uso e os resultados. Gerenciar de forma adequada e competente. Com profissionalismo e inteligência.

Discutir com a sociedade a sua aplicação, informar adequadamente, para evitar julgamentos precipitados.  Envolver e ouvir o Conselho Municipal e os demais setores não especializados, mas usuários, como as entidades de classe, os sindicatos, etc.

Enfim, gastar e gastar e gastar não é a solução, mas apenas um escape para alegar quando vier a cobrança:  Ninguém gastou mais com a saúde que em meu governo, como se isso acabasse com todos os males e problemas da pessoas.

Há cerca de 20 anos, o município pouco repassava de recursos para o hospital, e no entanto, as reclamações dos cidadãos eram menores do que ocorre atualmente.

Argos Fayad

argosadv@gmail.com |

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