Quanto custa um maltrato

14 de outubro de 2016

Semana passada não teve nada que me deixou mais abalada ou chocada com a capacidade que algumas pessoas têm de machucar animais inocentes simplesmente por diversão. Aliás, essa é outra coisa que me intriga: como alguém consegue se divertir às custas de um animal que não fez nada? Como é possível que alguém veja arte ou entretenimento onde apenas se faz presente a agressão aos animais?

Para quem não ficou sabendo, no dia 6 de outubro, o Supremo Tribunal Federal definiu como inconstitucional uma lei cearense que visava disciplinar as vaquejadas como um evento cultural, afirmando que manifestações culturais não são menos importantes que o direito de proteção ao meio ambiente. Viva o Supremo!!!

Essa atividade se tornou muito popular na metade do século XX, mas a partir de 2010 começou a ser criticada por maus tratos aos animais, já que muitas vezes os bois sofrem fraturas na queda ou têm seus rabos arrancados, porque imagine um animal de, mais ou menos, meia tonelada sendo puxado pelo rabo… isso é bastante peso para um pedaço da coluna ter que aguentar.

É assim: na prática da vaquejada são colocados dois cavalos com seus montadores juntamente com um boi dentro de uma arena. O objetivo é que os vaqueiros a cavalo fiquem um de cada lado do boi e o conduzam até um limite demarcado no chão, então segurem o rabo do boi e puxem-no de forma que este caia.

Além de tudo, os bois, embora sejam os principais, não são os únicos que saem feridos ou traumatizados dos torneios; os cavalos também estão sendo defendidos por ativistas contrários tanto às vaquejadas quantos aos rodeios porque são submetidos a estímulos físicos para correrem mais rapidamente por meio de golpes de esporas.

Quando eu vi isso, achei que esse “esporte” era uma coisa pequena, bem regional e peculiar de alguma localidade cearense, mas não. Acontece que as vaquejadas não são poucas. Segundo a Associação Brasileira de Vaquejada (ABVAQ) são realizadas 4 mil vaquejadas por ano em território brasileiro, a maioria delas no Nordeste.

E olhe quanto é medianamente investido por cada evento de vaquejada: R$ 800 mil, tudo isso para que pessoas “prestigiem” o que, na minha opinião, não passa de um maltrato aos animais que hoje em dia é tido apenas como um negócio que move imensas quantias de dinheiro.

Eu sou completamente contra essas práticas, e você?

E é isso, se você tem alguma dica ou algum assunto do qual quer que eu escreva aqui, me mande um e-mail que eu vou fazer o possível 😉

 

annajulia.reginato@yahoo.com.br

Beijos, Anna

Anna Júlia Reginato
Tem 15 anos e meio e cursa o 2º ano do Ensino Médio, no Colégio Maria Augusta, de São Mateus do Sul.
anna@jornalaconteceu.com.br |

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