Qual o preço da supremacia humana?

09 de setembro de 2016

E lá se foi mais uma. Até quando vamos continuar com isso?

A humanidade está em constante desenvolvimento e transformação. As mudanças estão mais rápidas, as informações rolam soltas e as guerras agora se tornaram intelectuais e tecnológicas. É verdade. Mas a que preço? Quanto vale uma terra conquistada? Que consequências são trazidas à tona após tempos de caça? Qual o preço do poderio humano?

Ano após ano. Década após década. Século após século. Mortos aos montes todos os dias, desde os princípios da evolução humana, os animais pagam o preço da corrida pelo desenvolvimento e conforto dos homens.

Sabe mais qual espécie animal a próxima geração não vai ter a oportunidade de conhecer? O Rinoceronte Negro do Oeste. A caça feita sem a mínima piedade só teve uma justificativa apresentada: a matança com o objetivo de retirar os chifres desses animais. Por quê?

Com a crença de aliviarem a febre, manterem a potência sexual ou até mesmo combaterem o câncer, os chifres desses animais eram vendidos à preço de ouro, cerca de R$ 60 mil por quilo. Isso que nenhuma de suas propriedades medicinais ou afrodisíacas foram confirmadas.

O processo era cruel: após localizados, os rinocerontes eram mortos com tiros de armamentos pesados ou simplesmente anestesiados. Logo após, os chifres eram retirados com um machado ou uma serra. Os animais que não morriam no primeiro instante acabavam não resistindo aos ferimentos terríveis deixados pelos caçadores. E embora os filhotes não fossem atacados por não possuírem a saliência nasal, acabavam morrendo de fome ou por ataque de outros animais logo depois que suas mães eram mortas.

Infelizmente, a International Union for Conservation of Nature (IUCN) ou União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) inseriu oficialmente esses mamíferos para a sua terrível e temida lista de espécies extintas. Os Rinocerontes Negros não eram vistos desde 2006, em Camarões, último habitat ocupado por essas criaturas tão fascinantes.

Onde pararemos? Quando a humanidade tiver completado o grande descaso de extinguir todas as espécies, o que nos restará? Vamos começar a atacar uns aos outros e apenas cessaremos quando estivermos todos mortos? Será que não podemos fazer nada?

Por que eu digo isso? Porque nada se torna grande sem antes ser pequeno. Se você fizer alguma coisa para ajudar, por menor que ela pareça, pode ser que ela se torne um imenso projeto de preservação ambiental um dia.

 

Beijos, Anna

Anna Júlia Reginato
Tem 15 anos e meio e cursa o 2º ano do Ensino Médio, no Colégio Maria Augusta, de São Mateus do Sul.
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