Piloto de avião

17 de abril de 2015

A notícia foi horrível.  A queda do avião nas montanhas suíças foi causada pelo piloto e de modo proposital.

150 famílias foram atingidas e a maneira com que tudo aconteceu horripilou o mundo todo.

Ao que se sabe, foi a primeira vez na história que isso aconteceu, revelando a todos que o ser humano é realmente imprevisível e capaz de todas as coisas, desde as mais santas até as mais condenáveis e terríveis.

Quem diria que aquele piloto alemão, de cara simpática e com bom histórico profissional, fosse capaz de realizar esse ato inominável e que causou temor e apreensão pelo planeta.

Afinal, tratava-se de um empregado de uma empresa das mais conceituadas e que, por certo, dá aos seus trabalhadores todo tipo de assistência e atenção.

Não se trata de uma pequena firma, sem tradição e formada por amadores, mas sim de uma das maiores do setor e com dezenas de anos de atividade, tornando-se uma das mais conceituadas e admiradas.

Apesar de tudo isso, um desvio de conduta, um problema psicológico grave, uma simples peça de uma grande engrenagem, foi capaz de causar uma tragédia que ficará para a história da navegação aérea.

A insegurança que tal fato ocasiona é grande, pois nunca se terá a certeza de que tudo andará bem, mesmo nas grandes corporações comerciais ou industriais.

A falha de apenas um pode comprometer o todo, e mesmo com milhares de funcionários, alta tecnologia, enormes investimentos, conhecimento, tudo parece muito frágil e a depender do imponderável, do desconhecido.

Esse episódio nos leva a lembrar de outro parecido, que igualmente causou mortes, que foi o do navio italiano, comandado por Scchetini, que resolveu se mostrar para a namorada, aproximou-se demasiado da costa, naufragou e abandonou o navio.

Da mesma forma que uma Prefeitura, um governo ou a presidência, se o comando não for firme, competente e realizado por quem tem conhecimento e preparo, quem sofre é a população inocente.

Estamos cheios de maus exemplos desse tipo, onde o comando é ineficiente e os erros são comuns e difíceis de reparar. Muitos de nossos “comandantes políticos” se enchem de soberba ao ganharem as eleições, acham que sabem tudo e que o mandato concedido numa circunstância é um voto eterno de confiança, e metem os pés pelas mãos, não sabem o que fazer, tornam-se inertes e confusos, e aí mostram todos os defeitos que possuem em prejuízo de toda uma população.

A humildade para ouvir e apreender com os outros, mesmos com os mais simples ou sem estudo, é uma qualidade que poucos possuem, mas cada vez mais necessária, principalmente em se tornando comandantes.

Não se pode governar bem sem estar atento, sem se cercar dos bons, atendendo apenas aos anseios particulares em detrimento do todo ou da maioria e tornando os mandatos um verdadeiro desastre.

Argos Fayad

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