Pacote de maldades

22 de janeiro de 2015

Os governos federal e estadual iniciaram o ano com o que se chamou de “pacote de maldades”.

Isto é, uma série de muitas medidas visando aumentar a arrecadação e de poucas destinadas a conter as despesas.

Como sempre, a conta vai para o contribuinte, ou seja o povo brasileiro.

Se os governos, em seus diversos níveis, se diferenciam em suas ações, nas questões tributárias e contenção de gastos eles são todos iguais, agem da mesma maneira e sem o menor pudor ou temor.

As “bases aliadas”, ou os membros do legislativo que os apoiam, aprovam tudo que lhes é mandado, esquecendo os discursos de campanha e os seus eleitores, agindo como não fossem os responsáveis por tudo.

Esse o Brasil de sempre e que já estamos acostumados.

Aguarda-se as medidas do município nesse sentido, ou será que aqui está tudo em ordem e equilibrado?

– o –

O ano começou com aumento da violência em todo mundo, e a causa é o terrorismo internacional e a intolerância e fanatismo religioso, segundo propala a imprensa.

Mas ninguém responde quais são as causas que originam terroristas que dão a própria vida em prol de suas convicções.

A violência de Estado sempre é justificada, como no caso de Israel e dos próprios Estados Unidos, enquanto a daqueles que lutam contra a mesma, são simplesmente terroristas.

O chamado Estado Islâmico é uma deturpação da ação dos Estados e das Nações na geopolítica mundial.

Os jornalistas do jornal Charlie Hebdo são defendidos em nome da “liberdade de expressão”, apesar de muitas vezes não respeitarem povos, religiões, crenças, e a fé alheia.

Membros da imprensa, em todo mundo, possuem os mesmos defeitos de caráter do que qualquer profissão ou atividade legal. A ninguém é dado o “passe livre” para fazer ou agir como quiser e esquecer a frase comum, “seu direito vai até onde começa o de outrem”.

Não é porque se escreve num jornal, que podemos tripudiar, mentir, inverter, exagerar, ser racista, preconceituoso, pregar o ódio, estimular a vingança e outras sandices.

Toda violência deve ser repelida, não só a que fere e mata fisicamente, mas a que também atinge bens e direitos individuais.

A realidade, é que 2015 começou preocupante.

Vamos esperar para ver.

Argos Fayad

argosadv@gmail.com |

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