Os desafios do rio Iguaçu

19 de junho de 2015

Republicação de coluna semanal publicada na versão impressa do ACONTECEU entre 2009 e 2011

Como sabemos, o uso do rio Iguaçu como via de transporte foi uma grande forma de avanço da economia da nossa região durante a primeira metade do século passado. Porém, as constantes cheias ou secas que presenciamos até os dias de hoje, bem como os acidentes geográficos presentes ao longo do curso do rio, nos dão a clara ideia de que a navegação não era nem um pouco fácil. Os vapores e a Comissão de Estudos e Melhoramentos do rio encontravam muitos desafios para manter a navegação em ordem, como as fotografias desta semana nos mostram. Para ilustrar o drama dos navegadores, vamos observar o grande contraste entre um barco tentando cruzar as águas em um dia de seca e, em outra foto, durante uma cheia. Nas grandes secas, que chegavam a durar meses, uma das alternativas encontradas para fazer o transporte de mercadorias era a utilização das chatas (pequenas barcas que iam ao lado dos vapores, apenas com carga). Com o uso de apenas varejões, que eram longas varas que eram cravadas no fundo do rio, os marinheiros levavam cerca de quarenta dias para conduzir as chatas entre Porto Amazonas e São Mateus do Sul. Haja braço forte!

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Acima, um momento difícil para a navegação no rio, quando as secas atingiam a região. Às vezes eram necessárias alternativas para que as mercadorias fossem entregues, como o uso das chatas (abaixo).

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Foto que estabelece um contraste com as de cima. Ao invés do rio baixo, um momento de cheia, que tornava a viagem muito perigosa (fotos do acervo pessoal de Nelson Chaves)

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José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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