O mundo fora do Brasil

25 de julho de 2014

Enquanto sediamos o maior evento futebolístico do planeta, ocupamos as atenções do mundo todo e estávamos nas manchetes de toda imprensa internacional.

Felizmente, nada de grave ocorreu nesse período, que pudesse dividir as atenções da mídia, e o futebol passou a ser o assunto discutido e motivo da conversa da maioria das pessoas.

Passado esse período, constatamos o quanto é bom ter como preocupação, pensamento e alvo, apenas um esporte, e que as perdas ou ganhos ocorrem somente no campo esportivo, sem trazer danos ou prejuízos a quem quer que seja.

Nesse período de “férias”, nos divertimos bastante, e mesmo com o fraco desempenho de nosso time, que decepcionou a todos, podemos afirmar que foram ótimas semanas.

Agora vem a dura realidade do mundo, as mortes de inocentes por causadas pelos interesses das nações, dos Estados.

Israel, que sempre procura uma desculpa para atacar seus vizinhos, arrumou mais uma e com seu poderoso exército – o mais forte e preparado do mundo – invade a Palestina e causa a morte de centenas de civis, mulheres e crianças.

Como sempre, procura justificar suas atitudes, mas somente convence àqueles que os apoiam incondicionalmente.

Eu pergunto, se seu vizinho joga pedras em seu telhado, e não acerta sequer uma, isso lhe dá razões ou o direito de explodir a casa dele?

Além dessa extrema violência, praticada por um Estado que é considerado um dos mais ricos, contra um dos mais pobres, onde somente existem verdadeiras favelas, a prática do apartheid é corrente e a ONU não consegue ver atendida nenhuma de suas centenas de resoluções — e a impunidade continua.

Um pouco mais distante, um avião comercial, com quase 300 pessoas a bordo, é abatido por um míssil, por sobrevoar uma zona de conflito na Ucrânia.

Os rebeldes separatistas, com o auxílio da vizinha Rússia, armados por esta, utilizam de uma poderosa arma de guerra, contra civis de outra nacionalidades, que nada tem a ver com as questões ali envolvidas.

Todas essas mortes são causadas pela violência e pela incompreensão, tanto dos Estados, como das pessoas, e apesar do estado civilizatório da humanidade, parece que pouco avançamos nesses milhares de anos.

Argos Fayad

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