O caos está perto?

13 de fevereiro de 2015

A palavra “caos”, segundo o dicionário, tanto pode significar confusão geral dos elementos, antes da formação do mundo; ou simplesmente confusão ou desordem (Michaellis).

De qualquer forma, neste início de ano, principalmente com relação ao governo estadual, ou Beto Richa (PSDB) parece que essa é a palavra adequada para descrever o atual estado de coisas.

Há poucos meses, durante a campanha eleitoral, o sorriso fácil e simpático, a palavra fluente e a propaganda bem produzida do então candidato a reeleição enganou a maioria e o levou a mais um mandato.

Noventa dias após, a verdade nua e crua veio à tona, mostrando todas as mazelas e o desgoverno do período anterior.

Apesar dos alertas do senador Requião, a grande maioria preferiu acreditar no simpático em vez do carrancudo, “dizedor”  e mal humorado ex-governador, que já ocupara o cargo por três vezes e que volta e meia está envolvido em denúncias polêmicas.

O caso mais famoso, foi o do chamado “Ferreirinha” de sua primeira eleição, quando apresentou um personagem falso,  mas que falava a verdade, virando a eleição que estava mais para o Martinez, maior cabo eleitoral do Collor de Melo na sua eleição.

Quando duas pessoas falam coisas diversas é preciso julgar quem tem a verdade, e esta, muitas vezes, está com quem não tem “papas na língua”, fala o que sente e o que acredita, embora possa ser  processado e condenado inúmeras vezes, tudo por delitos contra a honra, pois mesmo que fale de fatos verdadeiros e notórios, muita coisa não se pode provar.

Nessa caso, a maioria preferiu acreditar na “boa pessoa”, no  educado e afável, e o resultado aí está a comprovar, mais uma vez, que as aparências enganam e nem tudo é o que parece.

O professorado, principalmente as diretoras de escola, que apoiaram Beto apenas porque o nosso diligente deputado Rossoni arrancou boas verbas do governo do Estado em prol de suas unidades escolares, devem estar receosas ou mesmo arrependidas.

Em primeiro lugar, como boas mestres, lúcidas e participativas, devem entender que defender os interesses de seus alunos e das escolas que dirigem às vezes não é o mesmo que defender candidaturas ou pessoas, pois quem faz um bem, também pode causar um grande mal.

Em segundo lugar, boas intenções são válidas, mas não suficientes para garantir o sucesso de nossas ações, pois no mundo político as coisas são diferentes do mundo real e os enganos e equívocos são frequentes.  A experiência, nesses casos, é mais valiosa, e duvidar é melhor que simplesmente acreditar.

O resultado é que o governador realiza um verdadeiro desmonte da educação no Estado, cortando recursos e pessoal, reduzindo ações necessárias e fundamentais para nossos jovens, como contraturnos e aulas especiais.

Num momento em que o mundo todo aumenta o tempo na escola, aqui no Paraná dá-se esse imenso passo atrás, atacando e prejudicando toda uma classe, com corte de direitos trabalhistas e previdenciários e prejudicando toda nossa juventude.

Diante de tudo isso fica em questão o que é pior, mais daninho ou nocivo para o povo:  a corrupção no governo federal ou a péssima gestão no governo estadual?

Argos Fayad

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