Notas políticas

17 de julho de 2015

O recente encontro entre nossa presidente do Supremo Tribunal federal, Levandowski, e o ministro da Justiça, Cardoso, em Portugal, gerou grande polêmica na mídia com críticas contundentes por parte dos adversários do governo.

A meu ver, essa reunião ocorrida em outro país, do outro lado do oceano, nada significa senão mais uma atabalhoada ação do governo e dos envolvidos, pois devido as circunstâncias,  gerou especulações e maldades dos opositores.

Suspeitas foram levantadas somente pelo fato de o encontro ter sido realizado na Europa, quando todos nós sabemos que em qualquer lugar é possível realizar tramoias e malfeitos.

Pergunto: qual a diferença dessas três pessoas se encontrarem nos seus gabinetes em Brasília, ou em outra cidade do país, ou fora dele?

O teor das conversas é o que importa e não o local onde foram realizadas!


 

Começou com intensidade a chamada fase política da Operação Lava Jato.

Primeiro foram presos e investigados os operadores do esquema, ou seja, os diretores da Petrobras e o responsável pela movimentação do dinheiro.

Com o decorrer desse procedimento, começaram a aparecer os políticos que estariam envolvidos, entre os quais o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor, que, apesar de cassado, se orgulhava de ter sido absolvido pelo Supremo, e ainda o atual presidente do Senado, Renan Calheiros.

Entre os caciques citados anteriormente estava o ex-ministro de Minas e Energia Lobão e outros menos votados, deputados federais.

As operações policiais de “busca e apreensão” em residências desses  altos escalões da política e no próprio Congresso Nacional revelam que nada será perdoado e que não existirão limites para as garras da justiça.

Felizmente o país está sendo passado a limpo, apesar de alguns atropelos legais e arbitrariedades, mas esse é o custo que temos que pagar para alcançarmos a dignidade.


 

Renovação do pedágio.

O malsinado contrato feito à época do Lerner está por vencer e as forças políticas e econômicas se preparam para renová-lo por mais 25 anos! Basta lembrar que o atual governador Richa era deputado estadual na ocasião.

Apesar de todos os erros e desvios cometidos, tudo em detrimento da população, ao que parece a lição não foi aprendida.

Por que é tão difícil fazer a coisa correta?

Essa a pergunta que não quer calar.

Se a sociedade não se movimentar para impedir, continuaremos a pagar as mais altas tarifas do país e a enriquecer com facilidade as empresas concessionárias.  Tudo como dantes no Quartel de Abrantes.

Argos Fayad

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