Navegação: período de ouro em São Mateus

08 de maio de 2015

Republicação de coluna semanal publicada na versão impressa do jornal ACONTECEU no período de 2009 a 2011

Até agora eu vinha guardando meu assunto favorito para uma boa oportunidade. Pois bem, já que estamos no início de um novo ano, vamos a ela: a navegação. Em três belíssimas imagens de vapores, podemos ter uma ideia do quão imponentes eram esses barcos. Podemos ver o vapor Pirahy, que era de propriedade da família Portes, no porto da localidade de Tesoura; os vapores Paraná, Rio Negro e Operária, com a empresa de navegação Loyd Paranaense aos fundos; e por fim o famoso Pery, sendo carregado com madeira (os barcos menores que vão aos lados — conhecidos como chatas — levavam a carga. A madeira ia nas chatas abertas, e a erva mate nas fechadas).

Tema fascinante, principalmente para nós que nascemos e vivemos às margens do Iguaçu, a navegação teve início em 27/12/1882, quando o coronel Amazonas Marcondes fazia navegar no rio o primeiro barco a vapor, chamado Cruzeiro. Ele havia estudado mecânica no Rio de Janeiro e então comprou o barco, visualizando a eficiência do meio de transporte naquela época, capaz de transportar passageiros e mercadorias pelo interior do Estado.

Esse período de ouro da navegação vai até 1955, quando foi construída a ponte, inaugurando a era rodoviária na região e assinalando o fim dos vapores.

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O famoso vapor Pery, no tempo em que ainda navegava no Iguaçu. Na foto, sendo carregado com madeira

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Imagem da embarcação Pirahy, pertencente à família Portes, em porto localizado na comunidade da Tesoura

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Vapores Paraná, Rio Negro e Operária, próximos à empresa Loyd Paranaense

José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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