Marina Joyce: A investigação 2016

05 de agosto de 2016

Na última semana de julho, a história que bombou foi a de um suposto cárcere privado da youtuber Marina Joyce, imposto por seu atual namorado. Os fãs da garota teriam percebido uma mudança de comportamento muito drástica dela em seus mais recentes vídeos. E como fã é fã, acha de tudo em qualquer pequeno detalhe.

Certos sinais feitos por Marina em suas lives*, aparentemente obedecendo aos comentários de pessoas que estavam assistindo, como por exemplo, quando um espectador comenta: “Marina, play with your hair if you need help” (em português, “Marina, mexa em seu cabelo se você precisa de ajuda”), ela o ajeita, estão sendo tomados como indícios de que a garota estaria sendo mantida presa em algum lugar.

Outra pista, dentre muitas encontradas por seus fãs, é em um vídeo em que ela pula e pode-se ouvir o barulho de correntes, que estariam presas aos seus pés. Foram muitos, muitos e muitos indícios de que Marina estaria sendo obrigada por seu parceiro a gravar vídeos para não deixar suspeitas de sua clausura, coisa que aconteceria se ela parasse “do nada” de fazer seus uploads.

O fato é que os fãs encontraram pistas em todos os lugares: hematomas por seus braços e pernas; uma arma no canto de seu quarto, hábito pouquíssimo comum aos britânicos; pessoas que aparecem ao fundo de seus vídeos apenas como se estivessem vigiando-a; e o mais radical, na minha opinião, o zoom em seus olhos, no qual podemos ver um possível reflexo de uma pessoa mascarada que supostamente seria seu namorado supervisionando-a.

A polícia britânica diz que está investigando o caso, mas que Marina está bem. A família dela afirma o mesmo, e o que se acredita até agora é que Marina usa drogas e tem esquizofrenia, o que explicaria seus atos estranhos.

Embora não tenha nada confirmado sobre o caso, o que eu achei é que pode haver um certo exagero vindo dos fãs. Claro, não é para ficar achando graça ou duvidando de tudo, pois pode mesmo haver alguma coisa errada com ela, mas não sei se é para tanto, como estão fazendo, quase transformando o Facebook em uma filial do FBI. Em um grupo secreto da rede social com mais de 50 mil membros, muitos estavam investigando a trama, o que eu considerei um certo desespero por parte das pessoas, pois o problema, se ele existir, só pode ser resolvido pela polícia ou pela própria família.

Se realmente houver alguma coisa errada com ela, nós saberemos, mas até agora não se tem justificativas razoáveis para as atitudes bizarras de Marina.

 

*lives: transmissões de vídeo ao vivo online.

 

Beijos, Anna

Anna Júlia Reginato
Tem 15 anos e meio e cursa o 2º ano do Ensino Médio, no Colégio Maria Augusta, de São Mateus do Sul.
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