Imuno o quê?

18 de setembro de 2015

Imunohistoquímica. É um exame superimportante para todas as pessoas diagnosticadas com câncer de mama. Esse exame é realizado a partir de uma amostra do tumor e verifica a presença de determinadas proteínas (chamadas Her-2) ou da presença dos receptores dos hormônios estrógeno e progesterona, entre outros.

Dependendo do resultado desse exame, o paciente é submetido a certos medicamentos que alteram todo o tratamento.

No meu caso, o exame deu positivo para a presença da proteína Her-2, e foi necessária a inclusão de uma terapia para bloquear a proteína, pois ela tem uma grande capacidade de crescer e se espalhar de forma mais agressiva do que em outros tipos de câncer de mama.

Assim, além dos medicamentos quimioterápicos, eu passei a receber também o Herceptin, que age bloqueando a proteína, neutralizando os seus efeitos e impedindo a sua evolução.

Apesar de ser um medicamento que não traz tantas reações quanto os quimioterápicos, fui informada previamente e precisei assinar um termo de responsabilidade, afirmando estar ciente de todos os possíveis efeitos colaterais.

Dentre as duas folhas de possíveis reações, posso citar facilmente aquelas que eu mais posso sentir: fadiga, aumento de peso, calafrios, febre, dores de cabeça e no peito, dores musculares e nas articulações, ansiedade, depressão e sonolência.

Ainda, é importante a realização de exames como eletro e ecocardiogramas, que faço com frequência, pois entre as reações adversas estão a insuficiência cardíaca e outros problemas no coração.

Eu já terminei os ciclos de quimioterapia e continuo frequentando o setor oncológico para a aplicação do Herceptin. São 12 aplicações, uma a cada 21 dias, e acabo de fazer a décima. O procedimento é muito parecido com as quimioterapias. É necessário comparecer ao hospital, pois as doses são aplicadas nas veias, juntamente com outros medicamentos, como antialérgicos, por exemplo.

Quando termino a aplicação do Herceptin, que dura em média uma hora e meia, não apresento nenhum mal estar, diferentemente do que acontecia quando estava nos ciclos da quimioterapia.

Assim, essa fase do tratamento tem sido bem mais fácil do que as fases anteriores.

O uso do Herceptin, ou trastuzumabe (que é o nome do componente químico), é muito importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida dos pacientes, na prevenção de recaídas, e no sucesso do tratamento.

Francini Franco do Prado

francini.adv@hotmail.com |

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