Espigões: quase elevadores

16 de outubro de 2015

Republicação de coluna semanal publicada originalmente na versão impressa do ACONTECEU entre 2009 e 2011

 

Olá, amigos! No início do ano comentei na coluna sobre a existência de espigões no rio Iguaçu. Os espigões eram barreiras dispostas nas duas margens do rio, em locais onde o nível do rio era geralmente baixo — chamados de baixios. Estas barreiras eram, geralmente, feitas de pedra e presas com estacas no fundo do rio. O efeito da construção delas era uma elevação no leito do rio, o que possibilitava a passagem dos vapores nesses lugares.

Até hoje é possível encontrar, em épocas de estiagem, espigões de pedra que resistiram ao passar dos anos. Um local onde se pode ver um exemplar nos dias de hoje fica acima do areal do Santana.

Foi graças a essa curiosa forma de se improvisar um leito mais profundo, que o rio Iguaçu se tornou navegável para grandes embarcações, como os vapores.

O que poucos sabem a respeito dos espigões é que muitos eram feitos de taquaras, como os que podemos ver nas fotos desta semana. O material era trançado e proporcionava o mesmo efeito das barreiras feitas de pedra.

Outra foto interessante é a que mostra uma draga. As dragas retiravam areia e pedregulho do leito do rio, fazendo com que ele não assoreasse. O pedregulho era utilizado pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER) para o revestimento de estradas. Um abraço a todos!

 

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José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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