Escola nova e sociologia na educação básica: um diálogo construtivo I

05 de outubro de 2016

Airton Gasiorck

É preciso tomar a Escola como objeto de reflexão constante, afinal, ela é uma das principais instituições socializadoras da sociedade moderna. Neste âmbito, é primordial o fomento de análises criteriosas que busquem compreender seus movimentos e sua representatividade no campo político, econômico e ideológico. Importante salientar que a função social da escola gira em torno da disseminação de conhecimentos constituídos por determinadas sociedades e, consequente, reflete a regularização moral e civilizatória.

Pozo (2002) vai afirmar que a escola enquanto instituição social solidifica-se e desenvolve-se como consequência da Revolução Industrial, do aprimoramento tecnológico e do fomento da urbanização. Esse processo de racionalização da sociedade gerará novas identidades e anseios, e o papel da educação buscará habilitar a massa de maneira técnica, social e ideológica para servir esse novo mundo que se concretiza.

De sua função tradicional para um desdobramento crítico, precisamos observar a escola enquanto espaço construído historicamente, dessa maneira constatamos a maleabilidade possível dessa instituição frente às concepções conservadoras e deterministas existente. Assim, na contemporaneidade precisamos entender que a escola desempenha um papel de lapidar sujeitos históricos, onde a educação fomenta a consciência e o entendimento do mundo biológico, histórico, estético e sociocultural. E para tal entendimento, é preciso ir além da mera reprodução e transmissão de informação, é necessário mediar o conhecimento e provocar os estudantes para um espírito crítico, capaz de exercer sua cidadania.

“A comunidade-escola não pode ficar reduzida a uma instituição reprodutora de conhecimentos e capacidades. Deve ser entendida como um lugar em que são trabalhados modelos culturais, valores, normas e formas de conviver e de relacionar-se. É um lugar no qual convivem gerações diversas, em que encontramos continuidade de tradições e culturas, mas também é um espaço para mudança. A comunidade-escola e a comunidade local devem ser entendidas, acreditamos, como âmbitos de interdependência e de influência recíprocas, pois (…) indivíduos, grupos e redes presentes na escola também estarão presentes na comunidade local, e uma não pode ser entendida sem a outra”. (SUBIRATS, 2003, p.76)

Graduado em Ciências Sociais pela Universidade do Contestado – Campus Canoinhas.

Pós-Graduado em Ensino da Sociologia pela Unicentro..

Presidente das Obras Sociais, Assistenciais e Culturais de Canoinhas.

Professor de Sociologia do Colégio São Mateus – São Mateus do Sul – PR.

Membro do grupo de estudos em ciências humanas: Mentes Inquietas.

Mentes Inquietas

mentesinquietas@jornalaconteceu.com.br |

Comentários