Desbravando o rio Iguaçu

12 de junho de 2015

Republicação de coluna semanal publicada na versão impressa do ACONTECEU no período de 2009 a 2011

Já estamos há algumas semanas tratando nesta coluna a respeito da CEMRI, a Comissão de Estudos e Melhoramentos do Rio Iguaçu, este interessante órgão que surgiu como um apoio institucional para manter as boas condições para a navegação dos barcos a vapor durante a fase áurea do rio Iguaçu. Criada pelo Departamento Nacional de Vias Navegáveis e com sede estabelecida em Porto Amazonas, a partir da década de 1930, fornecia todos os recursos necessários para os trabalhos no rio e para os empregados. A casa residencial dos engenheiros ficava próximo à cachoeira, na margem direita do rio. Além das casas flutuantes, que vimos na edição passada, a CEMRI dispunha de grande variedade de maquinário, já que seus serviços não eram nada simples. Em uma das fotos desta semana podemos ver o momento de uma detonação no leito do rio, para permitir o fluxo dos barcos.

Infelizmente, pouco foi preservado desses materiais. A sede da comissão foi desmanchada, e há poucos instrumentos em Porto Amazonas para comprovar a grandiosidade da CEMRI, que gerou muitos empregos e ajudou a navegação a gerar muita renda para o nosso estado, até os anos 1950, quando foi desativada.

573nelson2

Sede da Comissão de Estudos e Melhoramentos do Rio Iguaçu, em Porto Amazonas

573nelson

Trabalhadores com uma perfuratriz fazendo serviços no rio

573nelson1

Detonação feita no rio, para facilitar a navegação – acervo Nelson Chaves de Souza

José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

Comentários