Começando a viagem

21 de agosto de 2015

Republicação de coluna semanal originalmente publicada na versão impressa do ACONTECEU entre 2009 e 2011

 

Olá, amigos! Nesta edição eu trouxe fotos da partida dos vapores. Um momento especial para todos que participavam do comércio da época, pois nada podia dar errado durante o transporte das mercadorias. As imagens são do início do século 20. É espantoso ver como ficavam os vapores, quando carregados. A água ficava a centímetros da borda, deixando as embarcações muito mais vulneráveis ao humor do rio Iguaçu. Como o vapor Curityba, que um dia foi parar no fundo do rio.

Em uma das fotos, podemos ver, em segundo plano, o vapor Cruzeiro, construído em 1882. Este foi o primeiro vapor que navegou no rio Iguaçu. Ele era de propriedade do Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, um dos fundadores da cidade de União da Vitória. Na foto, de 1927, dá para perceber a diferença entre um vapor mais novo, o Paranaguá, e o Cruzeiro, cerca de 40 anos mais velho. A cabine do Cruzeiro era rudimentar e as suas rodas propulsoras laterais caíram em desuso quando se descobriu que a propulsão traseira ocupava bem menos espaço.

Na foto feita em frente à empresa Leão Junior, podemos observar que os vapores não viajavam sozinhos. Havia as “chatas”, embarcações que navegavam presas aos vapores, geralmente uma de cada lado. Como os vapores tinham que abrigar o comandante e a tripulação, elas eram uma alternativa que aumentava o espaço para a carga. Um abraço!

 

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“Chata” acoplada ao vapor Leão, no porto de São Mateus do Sul

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Acima, o vapor Curityba, e abaixo o Cruzeiro, primeiro vapor a navegar no Iguaçu

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José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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