Chegando ao fim

28 de agosto de 2015

O empreendedor, o consumidor, a crise econômica e o Estado.

O empreendedor faz os ajustes necessários para adequar-se à crise instalada na economia, reduzindo custos, desperdícios e usando de sua criatividade para se manter, com a redução do faturamento e das vendas. O principal ator neste ajuste é o consumidor, que vai mudando seus hábitos de consumo pela queda da renda e da perda do poder de compra, principalmente pela volta da inflação.

Esta última ocasionada pelo excesso de crédito despejado pelo Estado nos bancos, sendo estes estimulados a emprestarem com alta alavancagem. Os consumidores com fácil acesso ao dinheiro demandaram produtos acabados, retirando recursos de setores intermediários da produção. A falta de poupança para investimentos, tornaram o setor produtivo ineficiente, caro e de baixa competitividade.

O Estado, sempre que intervém na economia subsidiando setores em detrimento de outros, gera desequilibro na oferta. Os recursos que deviam ir para setores mais urgentes e atender à necessidade dos consumidores acabam indo para setores ineficientes, encarecendo a produção dos bens consumidos.

Neste momento de ajustes, quando consumidores reduzem seus gastos e os empreendedores se adaptam às escolhas feitas pelos consumidores, ou a ausência delas, o Estado necessita com a maior urgência fazer as mesmas adaptações, ou colocará a economia em risco de se deteriorar ainda mais.

Pelo fato de o Estado não produzir e não fazer poupança, somente apropria-se de uma parcela do que os outros produzem ou poupam, estes recursos deixam de ser investidos e acabam sendo desperdiçados em gastos correntes, atrasando o desenvolvimento do setor intermediário de produção. Sem investimentos, o setor produtivo não avança, se torna ineficiente e para. Com isso a renda diminui, os empregos vão embora e a economia se contrai.

Somente com a redução da interferência do Estado na economia, diminuindo seus custos, reduzindo os impostos e propiciando mais liberdade às pessoas para investirem no atendimento das necessidades mais urgentes dos consumidores, tendo a segurança de que não haverá futuras intervenções, é que a economia irá melhorar.

A produção e a poupança direcionados para o aumento da oferta, ao invés da demanda, é o primeiro passo para se ter um crescimento econômico sustentável, sem inflação e uma moeda confiável, gerando assim empregos e distribuindo renda para toda a sociedade.

 

Michel Ulbrich – vice-diretor de Marketing da CDL, empresário

CDL São Mateus do Sul

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