CEMRI – O “DER” aquático

22 de maio de 2015

Na edição passada vimos que, durante o tempo da navegação, eram construídos espigões em determinados pontos do rio, para elevar o nível da água e facilitar a passagem dos barcos. Batelões era como se chamavam os barcos-caçamba, que levavam as pedras e as despejavam nesses pontos. Hoje vamos conhecer mais alguns desses equipamentos usados para a manutenção do rio, pelo CEMRI (Comissão de Estudos e Monitoramento do Rio Iguaçu).

Um deles é o barco guincho. Nas fotografias escolhidas para esta edição, podemos ver dois tipos destes: um servia para erguer pedras, e o outro para remover troncos de árvores. Em outra foto vemos um bate-estaca para a construção de espigões.

A central da engenharia ficava na cidade de Porto Amazonas, e lá era o ponto zero da marcação do rio: todos os quilômetros eram marcados com placas, para facilitar o deslocamento dos funcionários até o local onde ocorresse algum problema. São Mateus era por volta do km 160.  Esses funcionários muitas vezes iam a bordo de uma casa flutuante até o ponto necessitado.

Tais ações demonstram a importância que era dada para a manutenção do rio, quando qualquer obstáculo às embarcações era retirado. Podemos dizer que a CEMRI funcionava como um tipo de DER aquático, mas ao invés de tapar buracos da pista, retirava troncos de pinheiros do rio.

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Veículo utilizado para remover pedras do rio

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Este removia troncos de árvores

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Acervo José Nelson Chaves de Souza

José Nelson Chaves de Souza

jnelson.souza@gmail.com |

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