Candidatos a deputado

29 de agosto de 2014

Com o início do Horário Eleitoral, podemos todos tomar conhecimento dos candidatos que disputam a eleição do próximo 5 de outubro.

Para nós que acompanhamos a política há muitos anos e, por isso, temos muitas informações acumuladas ao longo do tempo, sentimos boas condições de discernir e julgar a qualidade da grande maioria dos pretendentes.

De outro viés, aqueles que se desinteressam pela política, não leem o noticiário, não acompanham a atuação ou a vida dos interessados, acham que a política é uma coisa menor, que ninguém presta e que todos são iguais. A melhor solução, na minha modesta opinião, é não votar ou votar em branco, pois qualquer escolha estará fadada a ser errônea ou equivocada.

Mesmo para quem tem alguma experiência, a escolha é difícil.  Separar o joio do trigo sempre foi uma tarefa ingrata, pois não está escrito na testa do candidato se ele é honesto, competente, sério, inteligente, preparado, experiente etc.

Por outro lado, o discurso de todos é bastante parecido, e ninguém promete coisas que desagradam ao eleitor, mesmo que necessárias.

Promessas de que “vou lutar pela saúde”, “vou exigir melhores salários”, “vou propor maiores investimentos na segurança”, “mais creches”, “mais hospitais”, “vou aumentar os benefícios dos aposentados”, “maior atenção as crianças e aos idosos”, “transportes públicos mais baratos”, são discursos bastante comuns e caem no vazio pela sua inconsistência e falta de objetividade.

Há outros que elegem o “combate à corrupção”, como plataforma de governo ou como ação principal, e única, muitas vezes, iludindo a população e querendo se fazer passar por honestos, esquecendo que combater a corrupção é dever e obrigação de todos, não só de políticos, mas da população em geral.

O fato é que, dentro de um universo de centenas de candidatos em cada estado e para cada cargo, a grande maioria, talvez passando dos 80%, são de pessoas despreparadas e sem nenhuma condição de ocupar um cargo público relevante, como o de deputado, quanto mais o de senador, governador ou presidente.

Basta uma olhada no horário eleitoral para perceber facilmente isso.  Não precisamos ser elitistas, ou acharmos que somente universitários ou grandes empresários é que podem exercer com eficiência funções públicas, pois dignidade, honestidade e sensibilidade, não se aprendem na escola, nem ganhando dinheiro.

A imensa maioria dos pretendentes não têm nenhum passado ou história de vida, sequer são um bom exemplo no presente, e não permitem vislumbrar qualquer boa perspectiva de futuro, entretanto, estão no rádio e na TV,  diária e insistentemente pedindo seu voto, afirmando serem a solução e a mudança.

Solução para o quê? Só se for para os problemas pessoais de cada um. Mudança? Só se for para pior!

Por isso, caro leitor e eleitor, como diz a letra da música, é preciso estar atento, para não se iludir e contribuir para aumentar o contingente daqueles que acham que não há mais solução política para o nosso país.

O Tribunal Superior Eleitoral e alguns órgãos da imprensa fazem campanhas todos os dias e veiculam alertas para a população sobre a importância do voto. Cabe a você fazer a sua parte.

Argos Fayad

argosadv@gmail.com |

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