A insistência na hora certa

06 de março de 2015

Quando recebi os exames confirmando minha gravidez do terceiro filho, saí para comprar o piso da nossa casa. Estávamos em plena reforma.

Fiz as contas, os planos e pensei: sete meses é o tempo suficiente para terminar a reforma e ainda adaptar o quarto para o novo integrante da família. Após as compras e depois de pegar no colo meu filho Rafael, senti que estava perdendo o bebê que acabara de saber que estava no meu ventre. Uma mistura de horror e desespero tomou conta de mim. Não sabia o que fazer.

A Dra. Cristina me internou no hospital, passei por uma série de exames. Fiquei internada. Em cada ultrassonografia, a Dra. comentava que eu precisava de repouso absoluto. Não havia outra alternativa senão aguardar. A placenta havia baixado e tinha um pouco de descolamento.

Próximo de completar nove meses, a reforma da casa havia terminado e tudo estava pronto. Participei do chá de bebê organizado pelas amigas e fui para minha última consulta.

Havia combinado anteriormente que o parto seria naquela semana, no dia 4 de março, que era o dia do aniversário do meu esposo. No entanto, eu sentia que algo estava errado. Tinha muitas dores nos músculos da barriga. Muito diferente das gestações anteriores.

Na consulta, a Dra disse que eu precisava ter o bebê urgente. Eu não concordei porque tudo já estava agendado para dali a quatro dias, pois queria ter o bebê no aniversário de meu esposo. Mesmo assim, ela insistiu. Na verdade insistiu tanto que acabei concordando, apesar de estar bastante contrariada. Quando saí do consultório, nem eu sabia a razão de tanta insistência da Dra Cristina.

No dia 1º, após uma breve oração, eu estava na mesa de cirurgia. Assim que a Dra iniciou o parto, chamou meu esposo que também estava na sala, para mostrar o motivo de sua preocupação. Se tivesse esperado para fazer o parto no dia 4, como estava planejado, meu útero teria se rompido na primeira contração.

Agradeço a Deus e a Dra por ter tomado a decisão na ocasião e também porque pude ouvir a voz do Espírito Santo. Isso foi essencial para que Deus pudesse realizar mais uma vez o milagre da vida. Hoje, nosso filho Yuri tem 14 anos e é muito inteligente e saudável.

Saibam, portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; Ele é o Deus fiel, que mantém a aliança e a bondade por mil gerações daqueles que O amam e obedecem aos Seus mandamentos. Deuteronômio 7-9

Cristina Veloso Andreacci
CRM 12570 Titulo de especialista em Ginecologia/Obstetrícia Titulo de especialista em Ultrassom Titulo de especialista em Medicina Fetal Competência pela Fetal Medicine Foundation de Londres Cemmefe.com.br Apoio TV Novo tempo Canal 10 local e Sky 14
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