Termelétrica entra em pauta na região

10 de julho de 2015

Enquanto projeto de termelétrica são-mateuense a base de finos de xisto segue estagnado, União da Vitória estuda proposta que beneficia ramo madeireiro da região

 

reuniao-termeletrica-uniaodavitoria3-720x482Reunião entre lideranças políticas e madeireiras deu início às discussões sobre o projeto (foto: Jair Piloto Nunes/VVale)

 

A cidade vizinha de União da Vitória se mostra otimista com uma proposta alternativa de geração de energia que, se efetivada, pode reavivar a indústria madeireira da região. Durante reunião realizada no último mês, entre lideranças políticas e madeireiros, foi discutida a possibilidade de instalação de usinas termelétricas em União da Vitória, movidas a biomassa da madeira originada de reflorestamento.

A proposta insinua duas fases: uma delas, a curto prazo, é a reativação da usina da Madeireira Miguel Forte, desativada com a paralisação das atividades da empresa, e a outra dá conta da construção de outra termelétrica, com maior capacidade. O projeto tem o interesse de prefeitos da região, pelo incremento na economia, e o deputado estadual Hussein Bakri vem afirmando empenho junto à Companhia Paranaense de Energia (Copel), também interessada no projeto.

A reunião representou o início da movimentação em relação ao projeto, que, apesar do fator econômico, pode encarar divergências de caráter ambiental. Em nota, a Copel mostrou-se interessada na possibilidade, concordando com o potencial de fornecimento de combustível. “A Copel tem interesse na produção de energias renováveis, e o Estado do Paraná é um grande produtor de biomassa, quer seja com produção de madeira, quer seja por resíduos de outras produções agrícolas. A região em questão se notabiliza desde o passado pela produção e beneficiamento da madeira, possuindo uma indústria organizada capaz de garantir o fornecimento de combustível (lenha ou resíduos da indústria madeireira)”, informou a Companhia, a pedido do jornal ACONTECEU. “Dentro das chamadas públicas para consecução de novos projetos é sempre prioritário para a Copel a execução de investimentos no Estado do Paraná em buscar outras fontes de energia. Assim, sendo, quando reaberta a chamada pública para análise de oportunidades em negócio de energia e formalizado o interesse por produtores da região, a Copel avaliará a oportunidade de negócio”, conclui a nota.

O assunto termelétrica é bastante familiar em São Mateus do Sul, por causa do antigo projeto da Petrobras para instalação de uma usina funcionando a base de finos de xisto na cidade. Depois de muitos altos e baixos, a proposta parecia estar perto de se desenvolver até o ano passado, mas a crise da Petrobras, envolvida nos escândalos da Operação Lava Jato, gerou redução nos investimentos e jogou o projeto novamente para segundo plano.  A Prefeitura de São Mateus do Sul informou não ter notícias sobre a termelétrica, ainda mais depois de o desinvestimento comprometer o funcionamento da própria Unidade de Industrialização do Xisto (SIX). O jornal ACONTECEU buscou atualizar o assunto com a Petrobras, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O pedido de informação via assessoria de imprensa foi feito no dia 26 de junho.

Sobre o estudo de União da Vitória, o prefeito de São Mateus do Sul, Clóvis Ledur, declarou não haver uma viabilidade substancial para a capital do xisto, uma vez que o projeto prevê o aproveitamento de resíduos da madeira no entorno de 100 quilômetros da usina, deixando boa parte do município de fora.

Comentários

Leia também:

Prefeito, vice e vereadores tomam posse em Antonio Olinto

Posse em Antonio Olinto

02 de janeiro de 2017

sem-titulo-1

Retrospectiva 2016

23 de dezembro de 2016