Símbolo religioso da Colônia Iguaçu é reerguido em celebração com homenagens

18 de novembro de 2016

Cruzeiro centenário que reuniu imigrantes recém-chegados ao município perpetua tradições de fé

 

dsc_0218Fotos: jornal ACONTECEU

 

Um dos tantos e significativos marcos da colonização polonesa em São Mateus do Sul foi centro de uma celebração, na manhã da última terça-feira (15). A comunidade da Colônia Iguaçu e as atuais gerações da família Polak promoveram  a reinauguração do Marco Cristão Jasna Góra (Monte Claro).

Há mais de cem anos, um ponto da rua Antônio Bizinelli acomoda o cruzeiro, como é mais conhecido pela comunidade local, ponto para expressão de fé e herança dos primeiros colonizadores daquela região. Conta-se que a primeira cruz foi instalada no local em 1908, pelo imigrante polonês Antônio Polak, cumprindo uma promessa. Diante de um povo bastante religioso, o marco prevaleceu. “Os imigrantes estavam construindo seus primeiros casebres por lá, ainda não existiam estradas, nem igrejas, nem capelas, mas a cruz era o ponto de encontro para orações e reuniões para traçar ideias e superar os tantos desafios”, conta o morador José Carlos Janowski.

Documenta-se que a cruz foi substituída duas vezes ao longo dos anos, até a restauração do marco agora em 2016, depois da passagem das obras de pavimentação daquele trecho da rua Antônio Bizinelli, com apoio de empresas, entidades, da Prefeitura e da comunidade.

O encontro teve início com missa na Capela Nossa Senhora do Carmo, celebrada pelo padre convidado, Mário Valcamonica, da Paróquia São Sebastião de Ortigueira, que benzeu o cruzeiro em 1996. Sob orações e cantos, os participantes seguiram até o marco para a bênção da cruz e de todos os presentes, seguida do descerramento das três placas – a placa principal Jasna Góra, na base do cruzeiro; a placa do carvalho, em homenagem aos imigrantes de todas as etnias; e a placa em homenagem à família de Antônio Polak.

Participaram da celebração vários integrantes da família Polak, entre eles, a matriarca Lydia, filha de Antônio, que atualmente mora em Curitiba e recebeu as homenagens bastante emocionada. “Não tenho como descrever tamanha emoção. A essência da nossa família está aqui”.

 

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