São Mateus do Sul começa a mostrar recuperação na geração de empregos

10 de junho de 2016

Saldo entre admissões e demissões foi positivo nos quatro primeiros meses do ano, mas indústria ainda segue sofrendo baixas

 

DSC_0204Construção civil foi a área que teve variação mais positiva agora em 2016 (Foto: jornal ACONTECEU)

 

Aos poucos, o município de São Mateus do Sul está superando o índice negativo na geração de empregos observado em 2015. Nos primeiros quatro meses de 2016, mostrou recuperação no número de contratações em relação às demissões, ao contrário da forma como o ano passado terminou.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, que mostra que, de janeiro a abril, houve 1.549 admissões na cidade, e 1.398 desligamentos, resultando num saldo positivo de 151 empregos. O ano de 2015 havia terminado com resultado oposto: saldo negativo, com 3.425 admissões e 3.507 desligamentos.

A melhora pode ser observada principalmente na construção civil, área mais impactada no ano passado, que agora teve uma variação positiva de 11%. Apesar da recuperação geral, um setor ainda continua sofrendo baixas significativas: a indústria foi a única área que não obteve saldo positivo, registrando 143 contratações, mas 184 desligamentos no período. Outro setor que vale atenção é o comércio, que apresentou resultado ainda positivo, porém, sofreu grande baixa.

Os melhores saldos identificados este ano, contudo, não representam que o município tenha saído da situação delicada na geração de empregos. Na Agência do Trabalhador de São Mateus do Sul, o reflexo da crise ainda é grande. “Infelizmente, o desemprego continua alto e poucas vagas têm surgido”, comenta a funcionária Elaine Justi. Os pedidos de seguro-desemprego na Agência também são altas — cerca de 200 por mês, apesar de haver aqui muitas solicitações de pessoas de outras cidades.

Conforme observado pela Agência do Trabalhador, uma maior movimentação nos primeiros meses deste ano se deu principalmente devido à parada de manutenção da Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), realizada entre fevereiro e março. A execução do trabalho de manutenção dos principais equipamentos do parque industrial envolveu trabalhadores especializados em áreas como caldeiraria, soldagem, montagem de andaimes, mecânica, inspeção de equipamentos e serviços gerais, atraindo muitos profissionais de fora contratados de forma temporária. A fase delicada pela qual a unidade da Petrobras ainda passa, contudo, é o que mais reflete nos resultados gerais do setor industrial local.

 

Fim de layoff na Incepa

Termina neste mês o período de layoff no qual parte dos funcionários da unidade local da Incepa, indústria de revestimentos cerâmicos, foram inseridos no início do ano. A medida consiste na suspensão temporária dos contratos de trabalho, para que a empresa se recupere de uma eventual redução de demanda, assegurando a manutenção dos postos de trabalho.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Pisos e Azulejos (Sindipiso), o retorno dos trabalhadores à empresa está previsto para acontecer no dia 12 de junho, e o entendimento é que não haverá demissões.

A empresa confirmou a informação, e disse que a decisão de adotar o regime de layoff se deu justamente para preservar os empregos e, por isso, neste momento, não haverá demissões. “Os colaboradores retornam aos seus postos de trabalho, porém, a produção voltará ao nível normal em meados de julho, após as férias coletivas de outro grupo de colaboradores com início no próximo dia 16”, relata o presidente da Incepa, Celso Cavalli.

A retomada do nível normal de produção, contudo, ainda não representa total recuperação do setor. “Não estamos descartando a possibilidade de uma nova redução da produção, pois os estoques se mantêm altos e o mercado não sinaliza uma recuperação em curto prazo.  No entanto, neste momento, a Incepa não está planejando reduzir o quadro de colaboradores na unidade”.

 

Estado e país

Este ano, o Paraná continua apresentando saldo negativo na geração de empregos, contabilizando -6.530 postos formais no acumulado do ano (janeiro a abril). Contudo, a situação está melhorando mês a mês — enquanto o mês anterior tinha um número de -3.855, abril fechou com -1.163 postos, avançando o Estado no ranking nacional mensal. Já no acumulado do ano em todo o país, o recuo alcança 378.481 postos de trabalho, o equivalente a -0,95%. Mas os números de abril — -62.844 — foram o menor resultado negativo desde abril de 2015, quando o mercado deu início à série de resultados negativos.

 

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