Por que um Chimarródromo?

16 de outubro de 2015

Conjove esclarece intuito de projeto de iniciativa do empresariado local

 

DSC_1080 Foto: jornal ACONTECEU

 

Integrantes do Conselho do Jovem Empresário (Conjove) se manifestaram, na última sexta-feira (9), em reunião na Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de São Mateus do Sul (Aciasms), em relação ao Chimarródromo, obra de revitalização da praça Nossa Senhora da Conceição que chega à reta final. Motivados por conflitos de opiniões que vêm surgindo em torno do projeto, os empresários quiseram esclarecer a origem e o propósito da iniciativa.

O Chimarródromo é a primeira ação de um projeto mais amplo, baseado em uma série de estudos, que visa projetar São Mateus do Sul como a terra da erva-mate. “A erva-mate pode ser para São Mateus do Sul como a uva é para Bento Gonçalves”, expõe o presidente do Conjove, Gilberto Staniszewski.

Os empresários explicam que a ideia foi apresentada à Prefeitura, para que ela pudesse ceder um local para tal, o que coincidiu com as pretensões do município em reformar a Praça Nossa Senhora da Conceição, gerando assim possivelmente a primeira parceria público-privada em São Mateus. Nesta parceria, a Prefeitura entrou com o espaço, a mão-de-obra e o calçamento em paver, enquanto o Conjove entrou com os materiais para a construção, madeira e equipamentos. O custo final, revelam, não chegará a R$ 100 mil, sendo que o Conjove levantou com empresários cerca de 50% desse valor, e os recursos conquistados pela Prefeitura são especificos para esse projeto, não podendo ser utilizados em outra área.

O Conjove afirma procurar, com esta iniciativa, estabelecer uma nova mentalidade em prol da cidade. “É a ideia de realizar e não apenas esperar que o poder público faça tudo. Realizar parcerias público-privadas para que ambos  possam fazer mais”, afirma. Espera-se que a iniciativa seja seguida por outros.

Estudos técnicos indicam que, se em São Mateus do Sul não fosse mais plantado nenhum pé de erva-mate e os que existem fossem corretamente explorados, e se os produtores conhecessem as melhores técnicas de exploração, em apenas quatro anos a produção de erva-mate poderia simplesmente dobrar. Hoje, a produção gira em torno de  R$ 75 milhões por ano.

Atualmente em processo para obter a Identificação Geográfica (IG) da erva-mate, São Mateus do Sul tem potencial para ganhar em termos de economia, cultura e turismo se explorar esta e outras características de sua história, delineando uma identidade. Levando em conta sua trajetória, o reconhecimento do produto são-mateuense no mercado e seu grande volume de produção, a erva-mate desponta como uma das principais referências de São Mateus do Sul.

 

Outras ações

O projeto “Despertar do Ouro Verde” inclui, ainda, ações como um trajeto turístico pelo “circuito do mate” com 45 quilômetros pelo interior e propriedades, a construção de monumentos em formato de cuia em pontos estratégicos da cidade e até a inserção do mate gelado na merenda escolar, além de outras atividades que façam alusão à produção e consumo da erva-mate.  “Os projetos seguem com ações culturais, na educação, na saúde, no esporte e serão executados no seu devido tempo”, expõe o Conjove. “O benefício desse projeto será para toda a cidade, que sonha em trazer indústrias para cá e tem na erva-mate um grande atrativo que precisa ser explorado, pois, além do chimarrão e chá, a erva-mate tem diversos subprodutos. Aqui temos a oportunidade de transformar a erva-mate em uma tradição bonita e muito rentável”.

Comentários

Leia também:

Prefeito, vice e vereadores tomam posse em Antonio Olinto

Posse em Antonio Olinto

02 de janeiro de 2017

sem-titulo-1

Retrospectiva 2016

23 de dezembro de 2016