Petroleiros querem judicializar a greve na SIX

20 de setembro de 2016

Petrobras declarou que vem mantendo contato com o Sindipetro em busca de alternativas viáveis, enquanto entidade diz que possibilidades de negociação foram esgotadas

 

dsc_0050Foto: jornal ACONTECEU

 

Na sexta-feira (16), petroleiros de São Mateus do Sul voltaram a se reunir em assembleia para deliberar sobre a paralisação na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX) da Petrobras em São Mateus do Sul, que ocorre desde 1º de setembro. Ainda sem acordo, os grevistas afirmaram que vão tomar medidas judiciais sobre a greve e a imposição por parte da Petrobras de uma nova tabela de turno com jornada reduzida.

“Esgotamos todas as possiblidades de negociação com a Petrobras. A empresa insiste na retaliação aos trabalhadores devido à derrota que sofreu na ação do interstício (intervalo) mínimo de 11 horas entre as jornadas. Com essa posição intransigente, a companhia, além de penalizar seus empregados, desrespeita uma decisão mantida pela mais alta instância da Justiça do Trabalho, que é o TST”, declarou o presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot.

No dia 14, a Petrobras, por sua vez, divulgou uma nota à imprensa dizendo que a necessidade de alteração da tabela de turnos da unidade decorre de decisão proferida em processo judicial movido pelo Sindipetro PR/SC perante a Vara do Trabalho de União da Vitória (PR), quando a entidade sindical questionou a tabela de turno vigente na SIX. “A decisão judicial inviabiliza tecnicamente a aplicação de uma tabela de oito horas, gerando, por consequência, a necessidade de implantação de regime de turnos ininterruptos de revezamento de seis horas, como previsto no acordo coletivo de trabalho da categoria”, declara a empresa. A Petrobras ainda diz que desde agosto vem mantendo contato com o Sindipetro “no intuito de encontrar alternativas viáveis para dar cumprimento à decisão judicial ou buscar a revisão do julgado, exclusivamente no ponto que impede a adoção de uma tabela de turno ininterrupto de revezamento de oito horas”.

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